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França: Macron denuncia novamente ter sofrido ataque hacker

O grupo russo Pawn Storm, o mesmo acusado de interferir nas eleições americanas, teria provocado o vazamento de informações internas do comitê do candidato

Por Da redação Atualizado em 5 Maio 2017, 22h00 - Publicado em 5 Maio 2017, 21h49

O movimento En Marche!, pelo qual o candidato Emmanuel Macron concorre à presidência da França, informou nesta sexta-feira ter sido vítima de um ataque hacker “em massa e coordenado” que levou ao vazamento “nas redes sociais de informações internas de diversas naturezas”.

Em comunicado, a campanha de Macron denunciou que os arquivos roubados – como e-mails, documentos contábeis ou contratos – “foram obtidos há várias semanas graças ao ataque hacker de endereços de e-mail pessoais e profissionais de dirigentes do movimento”.

O anúncio desta sexta acontece dois dias antes do segundo turno das eleições presidenciais da França, que acontece no domingo, e poucos minutos depois do fechamento da campanha eleitoral de um pleito que tem Macron como grande favorito em relação à candidata de extrema direita Marine Le Pen.

Segundo o movimento criado pelo ex-Ministro da Economia há um ano visando a disputa das eleições, os autores do ataque enviaram documentos falsos junto com os autênticos para “semear a dúvida e a desinformação”.

Para o En Marche!, o roubo de informações é “uma tentativa de desestabilizar as eleições presidenciais”, como “já se viu nos Estados Unidos na última campanha”, o que os serviços de inteligência americanos atribuem à Rússia.

A campanha de Macron, que denunciou nas últimas semanas ter sido tema de notícias falsas por parte de veículos da órbita do regime russo, se considera “a mais afetada” por esse tipo de iniciativa.

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O En Marche! esclareceu que “os documentos pirateados são todos legais e traduzem o funcionamento normal de uma campanha presidencial”.

“Sua divulgação torna públicos dados internos, mas não nos inquieta o questionamento da legalidade e a conformidade dos documentos”, afirma o comunicado.

Segundo o movimento liderado por Macron, as contas da campanha serão apresentadas à comissão nacional responsável por sua supervisão, mas chamaram a atenção sobre o fato de que alguns documentos vazados correspondam a previsões, e não a operações realizadas.

A campanha pediu à imprensa para que “assuma suas responsabilidades em consciência” ao levar em conta “a natureza dos documentos vazados, que em grande parte são simplesmente falsos”.

“Tomaremos todas as iniciativas necessárias ante os atores públicos e privados para esclarecer esta operação inédita em uma campanha eleitoral francesa”, acrescenta a nota.

A denúncia não é nova. Há exatos 10 dias o jornal francês 20 minutes detalhou que, entre meados de março e meados de abril, o grupo de cibercrimosos russos Pawn Storm, o mesmo acusado de interferir nas eleições americanas em favor de Donald Trump, tentou roubar dados pessoais ou de identificação e infectar computadores da campanha com vírus. O Movimento, que em meados de fevereiro já havia anunciado ter sofrido “milhares de ciberataques procedentes das fronteiras russas”, confirmou ter sido alvo de pelo menos cinco ciberataques atribuídos ao grupo de piratas russos.

(Com EFE)

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