Filha do ex-príncipe Andrew renuncia ao cargo em organização antiescravidão
Fim do patronato da princesa Eugenie ocorre em meio à divulgação de arquivos que detalham a relação do pai com o notório criminoso Jeffrey Epstein
A princesa Eugenie do Reino Unido renunciou ao cargo de patrona de uma organização beneficente antiescravidão, informou o jornal britânico The Observer no sábado, 7. Filha mais velha de Andrew Mountbatten-Windsor, ela decidiu deixar a organização na esteira da divulgação de arquivos que mostram a problemática relação entre o ex-príncipe e o criminoso sexual Jeffrey Epstein.
Eugenie atuava desde 2019 como patrona da Anti-Slavery International, uma organização fundada no século XIX e conhecida por ser a mais antiga instituição de direitos humanos do mundo. O perfil da princesa, que anteriormente elogiava sua atuação “em todas as frentes contra a escravidão moderna”, foi retirado do site da organização.
“Após sete anos, o patronato de Sua Alteza Real, a princesa Eugenie de York, chegou ao fim. Agradecemos muito à Princesa por seu apoio à Anti-Slavery International. Esperamos que ela continue trabalhando para acabar com a escravidão”, disse a instituição em comunicado enviado ao Observer.
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Embora seu pai esteja intimamente ligado a Jeffrey Epstein, não há qualquer indício de irregularidades por parte de Eugenie e de sua irmã, a princesa Beatrice, no que diz respeito ao criminoso. Ela se manifestou sobre as acusações de abuso sexual envolvendo seu pai ou sobre as revelações expostas nos arquivos Epstein, divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos no ano passado.
Considerado um amigo próximo de Epstein, Andrew Mountbatten-Windsor é acusado de ter mantido relações sexuais com a mais notória vítima do pedófilo, Virginia Giuffre, em 2001. Na época com 17 anos, Giufrre disse ter tido encontros com o príncipe em Londres, Nova York e nas Ilhas Virgens Americanas, todos intermediados pelo financista e por sua cúmplice, Ghislaine Maxwell.
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Eugenie e sua irmã, Beatrice, são potenciais testemunhas no relato de Andrew sobre o episódio, uma vez que o príncipe alega que, em um desses supostos encontros com Giuffre, em março de 2001, estava em casa com as filhas. Nenhuma das princesas emitiu qualquer declaração a respeito do relato do pai.
A mãe de Eugenie, Sarah Ferguson, também era amiga de Epstein, mantendo contato regular com o financista por cartas enquanto ele cumpria pena de prisão por aliciar uma menor para prostituição. E-mails divulgados pelo Departamento de Justiça americano mostram que Ferguson viajou para os EUA junto das filhas dias após o pedófilo ser solto, em 2009, e se reuniu para almoçar com ele durante o período de prisão domiciliar.





