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Favorito na eleição presidencial da Colômbia sofre revés nas primárias

Decisão da autoridade eleitoral barra participação do senador Iván Cepeda e provoca reação do presidente Gustavo Petro

Por Júlia Sofia Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 5 fev 2026, 18h25 • Atualizado em 6 fev 2026, 17h37
  • O senador Iván Cepeda, favorito nas pesquisas de opinião para a eleição presidencial da Colômbia, marcada para maio deste ano, sofreu um revés político nesta quinta-feira, 5, ao ser impedido de disputar as primárias interpartidárias previstas para 8 de março. A decisão do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) provocou reação imediata do governo do presidente Gustavo Petro.

    O órgão eleitoral vetou a participação de Cepeda sob o argumento de que o parlamentar já havia tomado parte de uma votação interna da coalizão governista Pacto Histórico em outubro do ano passado. Com a decisão, Cepeda ainda pode se candidatar à Presidência, mas não como representante do grupo de partidos de esquerda que realiza a primária.

    Nas primárias de março, forças da esquerda, da direita e do centro vão se enfrentar com o objetivo de escolher os candidatos que vão disputar o primeiro turno das presidenciais, em 31 de maio.

    Para Cepeda e aliados, a medida representa uma violação do direito à participação política.

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    Em publicação na rede social X, o senador anunciou que irá se registrar diretamente para o primeiro turno das eleições, em 31 de maio. “Diante da violação do nosso direito à participação política, vamos disputar o primeiro turno e vamos vencer”, escreveu.

    O presidente Gustavo Petro classificou a decisão do CNE como um “grave golpe para a democracia” e acusou o órgão de atuar de forma politizada.

    Filósofo, defensor dos direitos humanos e senador de longa trajetória, Cepeda, de 63 anos, lidera as pesquisas de intenção de voto. Ele é um crítico ferrenho do ex-presidente Álvaro Uribe (2002–2010), a quem já acusou de manter vínculos com grupos paramilitares.

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    Com a exclusão de Cepeda das consultas, outros nomes da esquerda tentam ganhar espaço, entre eles Roy Barreras, ex-presidente do Senado e ex-embaixador da Colômbia no Reino Unido, que aparece com desempenho modesto nas pesquisas.

    Na oposição, o segundo colocado nos levantamentos é o advogado independente Abelardo de la Espriella, conhecido pelo discurso de linha-dura contra o crime e por ter defendido figuras controversas, como Alex Saab, empresário colombiano acusado de lavagem de dinheiro e apontado suposto “testa de ferro” de Nicolás Maduro.

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