Oferta Relâmpago: VEJA por apenas 9,90

Explosão em Mesquita deixa pelo menos oito mortos em distrito alauíta na Síria

Atentado ocorreu na cidade de Homs, no oeste do país, e acontece em meio à escalada na violência sectária

Por Flávio Monteiro 26 dez 2025, 14h12 • Atualizado em 26 dez 2025, 15h24
  • Pelo menos oito pessoas morreram após a explosão de uma mesquita no oeste da Síria. O episódio aconteceu nesta sexta-feira, 26, no templo Imam Ali bin Abi Talib, localizado em um bairro de maioria alauita na cidade de Homs, capital da província homônima. Segundo o Ministério da Saúde local, outras 18 pessoas ficaram feridas no ataque.

    Imagens divulgadas pela imprensa estatal síria mostram paramédicos e forças de segurança vasculhando os escombros da detonação, que teria sido causada por artefatos explosivos colocados no interior do templo. A mesquita aparece com manchas de sangue, janelas e paredes destruídas. O caso está sendo investigado pelas autoridades, que o definem como um “ato terrorista” com o objetivo de “desestabilizar o país” e “disseminar o caos entre o povo sírio”.

    Para o presidente Ahmed al-Shaara, o atentado é mais um empecilho em sua busca por consolidar o controle da segurança no país que governa há pouco mais de um ano. Damasco vem sofrendo para amenizar as disputas internas entre vertentes islâmicas e vê os recentes ataques promovidos pelo grupo extremista Estado Islâmico (Isis) como um agravante para a problemática situação da Síria.

    + Metamorfose ambulante, presidente sírio egresso da Al-Qaeda circula na Casa Branca

    Embora ninguém tenha reivindicado autoria pelo episódio, o ministro da Informação sírio Hamza al-Mustafa disse que era claro que “remanescentes do antigo regime, o Isis e colaboradores convergiram em um único objetivo: impedir o avanço do novo Estado (…) e desestabilizar a paz civil”.

    Continua após a publicidade

    Desde a queda do ditador Bashar al-Assad, em dezembro do ano passado, as tensões entre muçulmanos sunitas e alauítas se intensificaram na Síria, frequentemente resultando em episódios de violência. Embora os sunitas sejam maioria no país, o líder deposto pertencia à minoria alauíta. Em Homs — cidade de maioria sunita — integrantes da comunidade alauíta relatam casos de sequestros e assassinatos de membros do grupo após a deposição de Assad.

    A violência sectária tem deixado vítimas, com cerca de 1.400 pessoas sendo assassinadas na costa síria durante o mês de março. O local é considerado um reduto alauíta, e a grande maioria das vítimas pertencia a esta comunidade. As mortes ocorreram após confrontos entre tropas que apoiavam o governo de al-Shaara e aquelas que permaneceram leais ao regime deposto de Assad.

    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    Domine o fato. Confie na fonte.

    15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

    OFERTA LIBERE O CONTEÚDO

    Digital Completo

    A notícia em tempo real na palma da sua mão!
    Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
    MELHOR OFERTA

    Revista em Casa + Digital Completo

    Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 7,50)
    De: R$ 55,90/mês
    A partir de R$ 29,90/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).