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Explosões atingem aeroporto de Cabul e deixam mortos

Talibã diz que detonação deixou 13 mortos e Pentágono dos EUA fala em 'várias vítimas americanas e civis'

Por Julia Braun Atualizado em 26 ago 2021, 15h36 - Publicado em 26 ago 2021, 11h09

Duas grandes explosões atingiram nesta quinta-feira, 26, os arredores do aeroporto internacional de Cabul, no Afeganistão. A informação foi confirmada pelo Pentágono dos Estados Unidos, que afirmou haver “várias vítimas americanas e civis”. O Talibã já confirma ao menos 13 mortos, entre eles uma criança.

Segundo um porta-voz dos militares americanos, a primeira explosão aconteceu em um dos portões do aeroporto e a segunda nas proximidades de um hotel localizado a menos de 2 km do terminal. O governo americano afirmou que podem ocorrer novos ataques na região.

A causa das explosões ainda não foi confirmada oficialmente, mas oficiais do governo americano ouvidos sob condição de anonimato pela emissora CNN disseram que o incidente no aeroporto se trata de um ataque suicida com homens-bomba. Autoridades americanas disseram ainda suspeitar que um grupo ligado ao Estado Islâmico, chamado Estado Islâmico-Khorasan, é o responsável pelo ataque.

Mais cedo nesta quinta, representantes dos governos dos Estados Unidos, Austrália e Reino Unido já haviam alertado seus cidadãos em Cabul para uma “ameaça iminente” de ataque no aeroporto. Os países pediram que todos evitassem o terminal ou áreas próximas e procurassem “um local seguro”.

O aeroporto ficou lotado desde que o Talibã tomou o controle do Afeganistão, em 15 de agosto, pois é a única rota de saída aérea do país. Milhares de pessoas, entre funcionários de governos de outros países, jornalistas e afegãos ameaçados pela volta do regime extremista ao poder, se aglomeram no terminal nos últimos dias buscando escapar da região.

Na semana passada, tumultos causaram o fechamento temporário do terminal, enquanto na última segunda-feira, 23, um tiroteio deixou um morto e três feridos no local.

A data limite acordada com o Talibã para retirada completa das forças armadas de outros países, assim como de estrangeiros e afegãos que auxiliaram a ocupação, é 31 de agosto. Quase 90 mil pessoas já foram retiradas, mas segundo o jornal The New York Times ao menos 250 mil afegãos que trabalharam para os EUA ainda aguardam a evacuação.

(Em atualização)

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