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Ex-CEO da Starbucks pensa em se candidatar à Presidência dos EUA em 2020

Donald Trump afirmou que Howard Schultz 'não tem coragem' de enfrentá-lo

Por Da Redação
Atualizado em 28 jan 2019, 22h54 - Publicado em 28 jan 2019, 15h13

Howard Schultz, o ex-presidente da rede de cafeterias Starbucks, anunciou sua intenção de ser candidato à presidência nos Estados Unidos em 2020 para desbancar o republicano Donald Trump.

“Estou pensando seriamente em me candidatar à Presidência”, disse Schultz, neste domingo 27, em entrevista ao programa da rede de televisão CBS 60 Minutes.

Schultz, que se define como “um democrata de toda vida”, disse que pretende competir “como um centrista independente por fora do sistema bipartidário”.

Segundo Schultz, de 65 anos, o país atravessa um momento de grande fragilidade.

Trump não apenas “não se qualifica para ser presidente”, como republicanos e democratas não fazem o “necessário em nome do povo americano”. Para ele, estão todos mergulhados na “política da vingança”.

O atual presidente comentou as críticas do futuro adversário. “Howard Schultz não tem coragem para concorrer a presidente”, escreveu no Twitter.

“Assisti ele no 60 Minutes na noite passada e eu concordo que ele não é a ‘pessoa mais inteligente’”, afirmou. “Eu só espero que a Starbucks ainda esteja me pagando seu aluguel na Trump Tower”, completou.

Schultz cresceu em um bairro de classe trabalhadora da cidade de Nova York, mas fez sua fortuna no Estado de Washington, na Costa Oeste, para onde se mudou na década de 80 e transformou a Starbucks em um gigante global.

O magnata culpou o governo e a oposição pela dívida americana de 21,5 trilhões de dólares, que descreveu como “um exemplo imprudente” do “fracasso de sua responsabilidade constitucional”.

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Schultz minimizou os temores de que sua candidatura poderia dividir o voto da oposição e dar lugar a um segundo mandato para Trump. “Quero ver o povo americano ganhar. Quero ver os Estados Unidos ganharem”, disse ele à CBS.

O pré-candidato democrata à presidência e ex-prefeito da cidade de San Antonio, Julian Castro, disse à CNN que, se Schultz se candidatar, “dará a Donald Trump mais esperanças de ser reeleito”. “Não acho que seja o melhor para o nosso país”, acrescentou.

Os candidatos independentes nos Estados Unidos não costumam ter chances reais de vitória e acabam contribuindo para desviar votos. Em 1992, as adesões do magnata conservador Ross Perot favoreceram a derrota do republicano George H.W. Bush para o democrata Bill Clinton.

Já os democratas culpam o defensor dos consumidores Ralph Nader por tirar votos de Al Gore nas eleições de 2000, permitindo que o republicano George W. Bush se tornasse presidente. Nader rejeita a acusação.

Além de Donald Trump, Castro e Schultz, outros sete postulantes já anunciaram intenções de concorrer às primárias de 2020 até agora. Entre eles estão o republicano John Delaney, o prefeito democrata da cidade de South Bend, Pete Buttigieg, a deputada democrata pelo Havaí Tulsi Gabbard, as senadoras democratas Kirsten Gillibrand, Kamala Harris e Elizabeth Warren e o empresário Andrew Yang, que também pretende concorrer pelos democratas.

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(Com AFP)

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