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EUA podem mandar forças especiais ao Irã para apreender urânio enriquecido, dizem jornais

Teerã enriquece material a níveis próximos do necessário para a produção de bombas nucleares, mas projeto nunca foi de fato confirmado

Por Sara Salbert Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 11 mar 2026, 10h26 •
  • O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, avalia a possibilidade de enviar forças especiais ao Irã para apreender o estoque de urânio enriquecido do país, segundo informações da mídia americana. O desmantelamento do programa nuclear iraniano foi apontado por Washington como um dos principais objetivos da guerra que abala o Oriente Médio há 12 dias.

    A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), órgão de fiscalização ligado às Nações Unidas, disse anteriormente que o Irã usava centrífugas avançadas na planta Natanz para enriquecer o urânio em até 60%, criando um estoque de cerca de 450 kg do material. O patamar está tecnicamente próximo dos 90% de pureza considerados necessários para a produção de uma bomba nuclear.

    O portal de notícias americano Axios e a agência Bloomberg já haviam noticiado a possibilidade do envio de forças especiais no final de semana, enquanto o jornal britânico The Guardian obteve relatórios israelenses e americanos na terça-feira 10 sobre a suposta operação.

    Em audiência no Congresso, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que, em algum momento, “alguém terá que ir que ir buscá-lo (o estoque de urânio enriquecido)”. Embora não tenha detalhado o plano, autoridades americanas e israelenses discutem possíveis operações envolvendo forças especiais dos dois países, segundo o Axios.

    Trump já havia afirmado anteriormente que militares americanos poderão ser enviados ao Irã no futuro para apreender o estoque de urânio enriquecido do país. Segundo o presidente, no entanto, tropas americanas só seriam enviadas quando as forças iranianas estivessem suficientemente enfraquecidas.

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    Na segunda-feira, o republicano disse ao jornal New York Post que não está “nem perto” de decidir se enviará soldados americanos ao Irã. “Nós não tomamos nenhuma decisão sobre isso. Não estamos nem perto disso”, afirmou.

    Guerra no Oriente Médio

    A declaração de Trump ocorre em meio à escalada da guerra no Oriente Médio, desencadeada por ataques coordenados pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã no dia 28 de fevereiro. Em resposta, Teerã lançou uma ampla campanha retaliatória contra países da região que abrigam bases militares americanas.

    A ofensiva israelo-americana teve início após o fracasso da última rodada de negociações entre Estados Unidos e Irã sobre um acordo nuclear que controlaria o programa de enriquecimento de urânio da nação persa, vista como a possível última saída diplomática.

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    Na semana passada, a AIEA confirmou que danos foram identificados em instalações ligadas à central de enriquecimento de urânio de Natanz, em meio aos ataques contra o território iraniano. Localizada a cerca de 200 quilômetros a sudeste de Teerã, a usina é uma das principais estruturas do programa nuclear iraniano. A parte subterrânea da instalação, onde fica a maior parte das instalações de enriquecimento, é enterrada para protegê-la de ataques aéreos.

    Em junho de 2025, os Estados Unidos já haviam bombardeado instalações nucleares e militares iranianas durante o conflito entre Tel Aviv e Teerã. Segundo estimativas anteriores da AIEA, antes dos bombardeios realizados em junho, Teerã possuía cerca de 440 kg de urânio enriquecido a 60% no local à época.

    De acordo com o diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, cerca de 200 kg do urânio enriquecido que sobreviveram aos ataques aéreos no ano passado estariam armazenados em túneis profundos próximos ao complexo nuclear de Isfahan. Outra quantidade do material estaria em Natanz, onde o Irã construiu uma nova instalação fortificada e subterrânea conhecida entre analistas ocidentais como “Pickaxe Mountain”.

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