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EUA planejam novas apreensões de petroleiros da Venezuela, diz agência

Nova tática visa a chamada frota paralela de navios que exportam petróleo sancionado para a China, com objetivo de estrangular recursos do regime Maduro

Por Amanda Péchy Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 12 dez 2025, 09h13 •
  • Os Estados Unidos estão se preparando para interceptar mais petroleiros da Venezuela, segundo informações divulgadas na quinta-feira 11 pela agência de notícias Reuters, após a apreensão de um desses navios nesta semana aumentar a pressão sobre o ditador do país, Nicolás Maduro.

    Seis fontes do governo americano afirmaram à Reuters que as Forças Armadas vão visar, nas próximas semanas, navios que transportam petróleo venezuelano e que podem também ter carregado petróleo de outros países que, como a Venezuela, são alvo de sanções dos Estados Unidos, a exemplo do Irã. Uma lista de alvos com vários outros petroleiros sancionados foi elaborada, segundo a agência de notícias.

    O Departamento de Justiça e o Departamento de Segurança Interna vinham planejando as apreensões há meses, segundo as fontes, na expectativa de que uma redução ou paralisação das exportações de petróleo por Caracas, principal fonte de receita do regime, colocaria mais pressão sobre Maduro.

    A apreensão foi a primeira interceptação de uma carga de petróleo ou petroleiro da Venezuela, que está sob sanções dos EUA desde 2019. Ela ocorreu enquanto os EUA executam um grande reforço militar no sul do Caribe e enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, pressiona pela saída de Maduro.

    A operação americana colocou armadores, operadores e agências marítimas envolvidas no transporte de petróleo bruto venezuelano em alerta. Muitos estão reconsiderando se devem navegar em águas venezuelanas nos próximos dias, disseram fontes do setor marítimo à Reuters.

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    O Departamento do Tesouro americano informou na quinta-feira que impôs sanções a seis superpetroleiros que, segundo documentos internos da PDVSA e dados de monitoramento de navios, recentemente foram usados para exportação de petróleo bruto da Venezuela. Os navios também transportaram venezuelanos, incluindo três parentes da primeira-dama do país, Cilia Flores. Não se sabe se os navios recém-sancionados estão entre os agora alvos de interceptação.

    O regime de Maduro acusou os Estados Unidos de cometerem um “ato de pirataria internacional” após a apreensão do petroleiro na quarta-feira. Plataformas de rastreamento apontam que a última viagem da embarcação foi entre o porto de Basra, no Iraque, e Georgetown, capital guianense. O navio transportava 1,1 milhão de barris de petróleo bruto, segundo o site especializado MarineTraffic, e havia sido sancionado pelo Tesouro americano em 2022 por supostos vínculos com a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã e o Hezbollah.

    A porta-voz da Casa Branca, em coletiva de imprensa, não confirmou se o governo de Donald Trump planejava novas operações do tipo, mas afirmou que os Estados Unidos continuariam a colocar em prática as sanções do presidente.

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    “Não vamos ficar de braços cruzados enquanto navios sancionados navegam pelos mares com petróleo do mercado negro, cuja receita financiará o narcoterrorismo de regimes autoritários e ilegítimos ao redor do mundo”, disse ela.

    Escalada

    A apreensão do petroleiro vem na esteira de meses de pressão dos Estados Unidos sobre a Venezuela, que incluiu mais de 20 ataques contra embarcações que dizem ter ligações com narcotráfico no Caribe e no Pacífico, matando quase 90 pessoas. Especialistas afirmam que os ataques podem consistir em execuções extrajudiciais e violar o direito internacional, enquanto os Estados Unidos alegam estar protegendo cidadãos americanos de cartéis de drogas que classificam como organizações terroristas.

    Enquanto Washington justifica as ações como uma guerra contra o narcotráfico, que estaria matando 80 mil americanos por ano com overdoses por substâncias ilícitas, Maduro alega que o aumento da presença militar americana no Caribe tem o objetivo de derrubá-lo e obter o controle dos recursos petrolíferos da Venezuela.

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    A nova tática dos Estados Unidos concentra-se nas atividades da chamada frota paralela de petroleiros que transporta petróleo sancionado para a China, o maior comprador de petróleo bruto da Venezuela e do Irã.

    A apreensão do petroleiro, batizado de Skipper, fez com que pelo menos uma empresa de transporte marítimo suspendesse temporariamente as viagens de três carregamentos, totalizando quase 6 milhões de barris do principal petróleo bruto exportado pela Venezuela, o Merey, segundo a Reuters. “As cargas tinham acabado de ser embarcadas e estavam prestes a partir para a Ásia”, disse à agência um executivo do setor comercial envolvido no transporte de petróleo venezuelano. “Agora as viagens foram canceladas e os navios-tanque estão aguardando na costa da Venezuela, pois é mais seguro fazer isso.”

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