EUA gastaram mais de US$ 5 bilhões em munições nos dois primeiros dias de guerra com Irã
Uso intensivo de armamentos de precisão e sistemas de defesa preocupa Congresso e levanta dúvidas sobre duração do conflito com Irã
Os Estados Unidos gastaram cerca de 5,6 bilhões de dólares em munições nas primeiras 48 horas da guerra contra o Irã, segundo uma avaliação do Pentágono apresentada ao Congresso na segunda-feira, 9. O cálculo considera apenas os armamentos utilizados nos ataques iniciais e não inclui despesas mais amplas da operação militar, como o deslocamento de tropas, aeronaves e navios de guerra para o Oriente Médio.
O volume de munições empregado nos primeiros dias da ofensiva reacendeu no Capitólio o debate sobre a rapidez com que os Estados Unidos estão utilizando sistemas militares avançados. Entre eles estão mísseis guiados de longo alcance e outras armas de precisão usadas intensamente nos ataques iniciais contra alvos iranianos.
Segundo pessoas familiarizadas com o relatório do Departamento de Defesa ouvidas pela emissora CNN, boa parte do custo está ligada justamente aos armamentos de alta tecnologia, considerados essenciais para atingir instalações estratégicas com maior precisão.
Além das operações ofensivas, as forças americanas e seus aliados também têm utilizado grande quantidade de interceptadores de defesa aérea para derrubar mísseis balísticos e drones disparados pelo Irã. Autoridades americanas afirmam que Teerã possui um amplo estoque desse tipo de armamento.
Apesar das preocupações levantadas por congressistas, o Pentágono afirma que os Estados Unidos mantêm capacidade suficiente para sustentar as operações.
Questionado sobre o impacto do conflito nos estoques militares, o porta-voz do Departamento de Defesa, Sean Parnell, declarou que as Forças Armadas têm “tudo o que precisam para executar qualquer missão no momento e no local escolhidos pelo presidente”.
Nos bastidores do Congresso, porém, a expectativa é que a continuidade da campanha militar leve o governo a solicitar novos recursos ao Legislativo para ampliar a produção de munições e recompor os estoques utilizados no conflito.





