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EUA enviam porta-aviões ao Oriente Médio em meio a crise com Irã, diz TV

Movimento alimenta as tensões entre Washington e Teerã, com a sombra de uma possível intervenção militar de Trump no horizonte

Por Flávio Monteiro
15 jan 2026, 14h57 •
  • O Pentágono determinou o envio do porta-aviões USS Abraham Lincoln e sua frota de apoio para o Oriente Médio, informou a emissora americana NewsNation nesta quinta-feira, 15, em meio à escalada nas tensões entre Estados Unidos e Irã devido a protestos que o regime dos aiatolás reprimem com força letal. Originalmente baseada no Mar do Sul da China, a força militar americana deve demorar uma semana até chegar à região.

    A informação foi divulgada na rede social X pela jornalista Kellie Meyer, correspondente da Casa Branca para a NewsNation. Ela afirmou que o movimento foi relatado por uma fonte com conhecimento do assunto. Além do porta-aviões, diversas embarcações de suporte e um submarino de ataque estão sendo enviadas até a área, que está sob controle do Comando Central dos Estados Unidos.

    O movimento gera preocupação no governo iraniano, uma vez que o presidente Donald Trump vem ameaçando lançar uma operação militar contra o país, supostamente como resposta à repressão do regime de turbante contra os manifestantes. Teerã ameaçou atacar bases americanas no Oriente Médio no caso de qualquer ofensiva e, segundo a Reuters, todas as comunicações diretas entre os países foram cortadas na quarta-feira 14.

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    Nessa quinta, a embaixada dos Estados Unidos em Doha, Catar, divulgou um comunicado sobre a situação, aconselhando funcionários “a redobrarem a cautela e limitarem viagens não essenciais à Base Aérea de Al Udeid”, onde fica o maior contingente de soldados americanos no Oriente Médio. De acordo com a nota, é recomendado que “os cidadãos americanos no Catar façam o mesmo”. Apesar de Trump ter reduzido o tom das ameaças na quarta, fontes da Casa Branca ouvidas pelo jornal americano The Wall Street Journal afirmam que “um ataque é mais provável do que improvável”.

    O Irã foi tomado desde 28 de dezembro pelos maiores protestos anti-governo desde a revolução que pôs abaixo a monarquia em 1979, motivados pela crise econômica do país. As manifestações incomodam o regime do aiatolá Ali Khamenei, e a repressão tem sido brutal, com mais de 3.400 mortos, segundo a ONG Iran Human Rights, enquanto entre 15 e 10 mil manifestantes foram presos. Teerã também determinou há quase uma semana o bloqueio da internet a nível nacional, dificultando a obtenção de informações sobre o país.

    O pontapé inicial do movimento de rua foi o derretimento do rial, a moeda iraniana, frente ao dólar. Foram às ruas primeiro comerciantes em Teerã, para quem importações e tabelamentos de preços se tornaram inviáveis, e não demorou para que estudantes universitários aderissem aos protestos, que rapidamente se espalharam por uma centena de cidades, em todas as 31 províncias do país, durante os dias que seguiram.

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