EUA divulgam identidade de quatro dos seis soldados mortos em ataque do Irã no Kuwait
Militares foram as primeiras vítimas americanas registradas no conflito contra Teerã
O Departamento de Defesa dos Estados Unidos identificou quatro dos seis militares mortos em um ataque do Irã ao Kuwait no último domingo, 1º, as primeiras vítimas americanas registradas no conflito contra Teerã. A divulgação dos nomes gerou homenagens emocionadas e lamentação por parte dos familiares, que não consideravam a missão perigosa em um primeiro momento.
De acordo com o Pentágono, os militares eram: o capitão Cody Khork, de 35 anos; o sargento Declan Coady, de 20 anos; a sargento de primeira classe Nicole Armor, de 39 anos; e o sargento de primeira classe Noah Tietjens, de 42 anos. Os outros dois soldados mortos durante a ofensiva não tiveram seus nomes divulgados.
Todos os quatro pertenciam ao 103º Comando de Sustentação da Reserva do Exército, sediado em Iowa. Eles atuavam em um centro de operações táticas improvisado no porto de Shuaiba quando um projétil iraniano ultrapassou as defesas aéreas, atingindo as instalações em um ataque rápido e sem aviso prévio.
“Ninguém vai para o Kuwait esperando que algo aconteça, e o fato de ela ser uma das primeiras… isso dói”, disse o marido de Nicole Armor, Joey, à agência de notícias Associated Press.
As mortes ocorreram no segundo dia de conflito entre a coalizão formada por Estados Unidos e Israel contra o Irã e, segundo o presidente Donald Trump, não serão as últimas. “Infelizmente esperamos que isso aconteça. Pode acontecer de novo”, disse ele ao jornal britânico Daily Mail, alertando que a “grande onda” de ataques contra Teerã ainda está por vir.
Os quatro militares foram homenageados pelas forças armadas americanas, nas quais serviram “incansavelmente, consistentemente e destemidamente”, segundo o Brigadeiro-General Clint A. Barnes. Ele definiu a morte dos soldados como o “sacrifício supremo”. Além dos seis mortos, outros 18 militares ficaram gravemente feridos no episódio.






