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EUA devem oficializar saída da OMS nesta quinta com dívida aberta de US$ 260 milhões

Governo Trump insiste que 'já pagou mais que o suficiente', mas calote viola lei americana; Medida leva a crise orçamentária na agência de saúde da ONU

Por Amanda Péchy Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 22 jan 2026, 14h14 •
  • Os Estados Unidos devem sair oficialmente da Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta quinta-feira, 22, de acordo com um porta-voz do Departamento de Estado americano ouvido pela Reuters. De acordo com a agência de notícias, o cumprimento da promessa que o presidente Donald Trump fez ainda em seu primeiro dia de mandato, há um ano, não só afetará o sistema de saúde a nível global, mas também viola uma lei que exige que Washington pague ao órgão das Nações Unidas uma dívida de US$ 260 milhões em taxas.

    Trump anunciou sua intenção de deixar a organização por meio de um decreto publicado em 20 de janeiro de 2025. De acordo com a lei americana, o país precisa notificar a OMS com um ano de antecedência e pagar todas as taxas pendentes antes da saída. O órgão também afirmou que Washington ainda não pagou as taxas referentes a 2024 e 2025.

    Nesta quinta, um porta-voz do Departamento de Estado americano disse à Reuters que a OMS fracassou em conter, gerenciar e compartilhar informações de saúde, o que teria custado aos Estados Unidos “trilhões de dólares”. Segundo ele, é prerrogativa do chefe do Executivo suspender a transferência futura de quaisquer fundos, apoio ou recursos do governo americano para o órgão — o que incluiria as taxas devidas.

    “O povo americano já pagou mais do que o suficiente para esta organização”, disparou o porta-voz.

    Apelos

    Ao longo do último ano, muitos líderes e especialistas em saúde global pediram que Trump reconsiderasse a medida, incluindo, mais recentemente, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

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    “Espero que os Estados Unidos voltem a integrar a OMS”, disse ele a repórteres no início de janeiro. “Isso é uma perda para os Estados Unidos e para o resto do mundo.”

    Os Estados-membros do organismo multilateral devem discutir os impactos da ausência dos americanos, principais financiadores da OMS, em um conselho executivo em fevereiro.

    Bill Gates, que além de ter fundado a Microsoft preside a Fundação Gates, uma das principais financiadoras de iniciativas globais de saúde, previu durante conversa com a Reuters que a decisão de Trump não deve ser revertida no curto prazo. “Não acredito que os Estados Unidos retornarão à OMS em um futuro próximo”, disse ele, reiterando a necessidade da organização para o mundo.

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    Impactos graves

    Washington contribui com quase um quinto do financiamento total da OMS, e sua retirada desencadeou uma crise orçamentária. Sua equipe de gestão foi reduzida pela metade, atividades foram reduzidas e houve cortes por toda a agência. Espera-se que o quadro de funcionários seja encolhido em cerca de 20% até meados deste ano.

    A OMS afirmou que tem trabalhado com os Estados Unidos e compartilhado informações no último ano. Não ficou claro como essa colaboração funcionará daqui para frente. Especialistas em saúde global afirmaram que a ausência do país mais rico do mundo da agência representa riscos para os americanos, para a OMS e para o mundo inteiro.

    “Isso pode enfraquecer os sistemas e as colaborações dos quais o mundo depende para detectar, prevenir e responder a ameaças à saúde”, disse Kelly Henning, líder do programa de saúde pública da Bloomberg Philanthropies, organização sem fins lucrativos com sede em Nova York.

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