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EUA confirmam tarifas de 104% sobre a China a partir desta quarta

Mais cedo, Pequim prometeu 'lutar até o fim' e voltou a acusar Washington de protecionismo e unilateralismo

Por Caio Saad Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 8 abr 2025, 13h56 • Atualizado em 8 abr 2025, 17h05
  • A secretária de Imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, confirmou nesta terça-feira 8 que tarifas de 104% dos Estados Unidos sobre a China entram em vigor na quarta-feira. A declaração foi feita à emissora americana Fox News.

    Na segunda-feira, o presidente americano, Donald Trump, havia ameaçado taxar a China em mais 50% caso Pequim não voltasse atrás em medidas retaliatórias até esta terça, o que não aconteceu. Mais cedo, o republicano chegou a dizer que aguardava uma ligação do governo chinês para um acordo que evitasse aumento das disputas tarifárias entre os países.

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    “A China também quer fazer um acordo, muito, mas eles não sabem como começar. Estamos esperando a ligação deles. Vai acontecer!”, escreveu Trump nas redes sociais.

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    Os novos 50% de tarifas se somariam aos 20%, implementados em março, e os 34% anunciados na semana passada, chegando ao total de 104%.

    + Trump ameaça mais 50% de tarifas se China não remover medidas retaliatórias

    A China, por sua vez, prometeu “lutar até o fim” e acusa os Estados Unidos de praticarem unilateralismo, protecionismo e intimidação econômica com a imposição de tarifas adicionais de 34% sobre produtos chineses. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, afirmou que a postura americana de colocar seus próprios interesses acima das regras internacionais prejudica a estabilidade da produção global e da cadeia de suprimentos, além de comprometer a recuperação econômica mundial.

    Pequim é a mais afetada pelo renovado protecionismo dos Estados Unidos. Na semana passada, o presidente americano, Donald Trump, anunciou uma nova tarifa de 34% sobre produtos chineses, como parte do que chamou de “Dia da Libertação para a América”. A medida soma-se a outras duas rodadas de tarifas de 10% aplicadas em fevereiro e março, que, segundo o republicano, são uma resposta à suposta responsabilidade da China na crise do fentanil.

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    Em resposta, o Ministério das Finanças chinês comunicou que passará a cobrar tarifas adicionais de 34% sobre todas as mercadorias americanas a partir da próxima quinta-feira, 10 de abril. A pasta do Comércio também anunciou uma série de novas restrições sobre exportações chinesas aos Estados Unidos de metais críticos encontrados em terras-raras, incluindo samário, gadolínio, térbio, disprósio, lutécio, escândio e ítrio, com efeito imediato.

    Além disso, Pequim adicionou onze empresas americanas à lista de “entidades não confiáveis”, abrindo caminho para que tome medidas punitivas, como a restrição de negócios com companhias chinesas.

    No fim de semana, autoridades chinesas se reuniram com representantes de cerca de 20 empresas dos EUA, incluindo Tesla e GE Healthcare. Durante o encontro, o vice-ministro do Comércio, Ling Ji, declarou que “a raiz do problema das tarifas está nos Estados Unidos”.

    “Esperamos que as empresas americanas ajam com responsabilidade e contribuam para a estabilidade da cadeia de suprimentos global”, acrescentou.

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    Não está claro se o presidente Xi Jinping se reunirá com Trump para discutir uma solução. Questionado sobre essa possibilidade, Lin disse que o tema deve ser tratado por outros departamentos. “Pressões e ameaças não são o caminho certo para lidar com a China. Defenderemos firmemente nossos direitos e interesses legítimos”, afirmou.

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