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Espanha dissolve Parlamento e convoca oficialmente eleições para novembro

O novo processo eleitoral durará 47 dias, com uma campanha mais curta que o habitual

Por Da Redação - Atualizado em 24 set 2019, 09h45 - Publicado em 24 set 2019, 09h41

Um dia após expirar o prazo para a formação do governo devido à falta de acordo entre os partidos, a Espanha teve o Parlamento dissolvido nesta terça-feira, 24, e novas eleições foram oficialmente convocadas para o dia 10 de novembro.

O Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) venceu as eleições de 28 de abril, mas as 123 cadeiras (das 350 do Parlamento) conquistadas não foram suficientes para governar sozinho. Sem o apoio de outros partidos, o candidato socialista e presidente do governo interino, Pedro Sánchez, não pôde ser reeleito.

Sendo assim, a presidente da Câmara dos Deputados, Meritxell Batet, considerou finalizada uma breve legislatura de pouco mais de quatro meses.

A eleição do dia 10 de novembro será a quarta em quatro anos (as anteriores foram em dezembro de 2015, junho de 2016 e 28 de abril deste ano), o que mostra a instabilidade política vivida pela Espanha.

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Segundo a Constituição espanhola, se nenhum candidato for confirmado como presidente do governo na Câmara dos Deputados em até dois meses depois da primeira votação de posse – que aconteceu em 23 de julho -, o rei dissolve o Parlamento e convoca novas eleições com o aval da presidente da câmara baixa, o que ocorreu nesta terça-feira.

Sánchez tentou incessantemente formar uma coalizão com outras coligações de esquerda, em especial com o Unidas Podemos, mas acabou por se conformar com o anúncio do rei Felipe. “Eu tentei por todos os meios, mas eles (os outros partidos de esquerda) tornaram isso impossível para mim”, desabafou o primeiro-ministro na semana passada.

O novo processo eleitoral durará 47 dias, com uma campanha mais curta que o habitual, de apenas oito dias, como determina a lei espanhola para o caso de repetições eleitorais.

Batet disse acreditar que na próxima legislatura os partidos serão capazes de “formar um governo estável” para “enfrentar com sucesso os desafios do país”.

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Pela primeira vez desde a restauração da democracia no final dos anos 70, as eleições terão três partidos no bloco da esquerda e três na direita, com a possibilidade de coalizão parlamentar, o que junto aos grupos nacionalistas deixam o cenário político espanhol muito plural e dificulta uma vitória clara de algum lado.

(Com EFE)

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