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Erdogan ameaça fechar bases militares dos EUA na Turquia

Tensão entre os países aumentou depois de que o Senado americano reconheceu o genocídio na Armênia

Por EFE - 15 dez 2019, 18h27

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, afirmou neste domingo, 15, que se for necessário, poderá fechar a fase aérea americana de Incirlik, diante das recentes tensões com os Estados Unidos, que aumentaram nesta semana devido a um posicionamento do Senado americano sobre o genocídio na Armênia.

“Se tivermos que tomar uma decisão assim, em seu devido momento, teremos a autoridade para isso. Quando for o momento, discutiremos e, se for preciso, fechar Incirlik, fecharemos”, garantiu o chefe de Estado, em uma entrevista às emissoras de televisão locais ATV e A Haber.

Erdogan ainda ameaçou a mesma medida quanto a base de Kürecik, também no sudeste turco, onde o exército dos Estados Unidos mantém uma estação de radar. “Tomaremos a decisão necessária nos marcos da reciprocidade. A Turquia não é uma república tribal”, garantiu o presidente do país.

Incirlik, na província de Adana, é uma grande base aérea, com papel importante para as operações dos EUA na Síria. “É muito importante para os dois lados, que os Estados Unidos não dê passos irreparáveis nas relações”, garantiu Erdogan.

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Na última quinta-feira 12, o Senado americano aprovou por unanimidade uma moção que reconhece o genocídio da Armênia. Os deputados da Câmara dos Representantes já tinham votado por 405 a 11, no mesmo sentido.

O governo da Turquia reconhece que o Império Otomano cometeu, em 1915, massacres contra a população armena, mas nega taxativamente que a situação possa ser classificada como “genocídio”, termo que não existia na época.

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