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Equador anuncia saída da Unasul e pede devolução de prédio da sede

Com a retirada equatoriana, o bloco, inicialmente integrado por 12 nações, fica reduzido a cinco

O presidente do Equador, Lenín Moreno, anunciou, nesta quarta-feira, a decisão de retirar o país da União das Nações Sul-Americanas (Unasul) e pedir a devolução do prédio que abriga a secretaria-geral do organismo, nos arredores de Quito.

“Hoje quero comunicar ao Equador nossa saída definitiva da Unasul”, disse Moreno em rede nacional de rádio e TV, acrescentando que planeja entregar a sede do bloco regional à Universidade Indígena.

Brasil, Argentina, Colômbia, Chile, Peru e Paraguai suspenderam em 2018 suas atividades na União das Nações Sul-Americanas (Unasul) diante da ausência de um secretário-geral.

Com a saída do Equador, o bloco inicialmente integrado por 12 nações fica reduzido a cinco.

“Deixaremos de participar de todas as atividades desta organização. Não consignaremos um centavo a mais, nem qualquer verba para o orçamento desta organização”, afirmou Moreno.

Sobre a sede da Unasul, um prédio de 43 milhões de dólares, Moreno declarou que “como legítimos donos também pedimos a devolução do edifício sede”.

“A Unasul entrou em um caminho sem volta há um ano. A metade dos membros não participa e nem contribui. A secretaria-geral não tem titular há mais de dois anos e o pessoal foi reduzido sensivelmente”, recordou Moreno.

A Unasul nasceu em 23 de maio de 2008 como um projeto de caráter progressista impulsionado pelos governos de esquerda no Brasil, na Venezuela, na Argentina, no Equador e na Bolívia.

O grupo, criado por iniciativa do finado presidente venezuelano Hugo Chávez, se viu afetado por uma forte divisão política entre seus membros.

(Com EFE e AFP)

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  1. O que se vê são multiplicações de secretarias e ongs, cabides de empregos e de desperdicios de verbas publicas, visando interesses politiqueiros ou de grupos, em detrimento dos interesses prioritários, como ensino de qualidade, para todos, saude, segurança e empregos para a dignidade dos cidadãos e não bolsas e cotas demagogicas e de afloramento de conflitos na sociedade.

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