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Enquanto a branca não vem, fumaça rosa vira protesto a favor de mulheres padres em Roma

Ativistas exigem direito ao sacerdócio feminino enquanto 133 cardeais — todos homens — iniciam conclave

Por Júlia Sofia Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 7 Maio 2025, 15h12 • Atualizado em 7 Maio 2025, 15h22
  • Enquanto 133 cardeais se reúnem a portas fechadas na Capela Sistina para escolher o novo papa e uma multidão aguarda pela fumaça da chaminé da igreja, um grupo de mulheres lançou sinalizadores de fumaça cor-de-rosa no céu de Roma nesta quarta-feira, 7, em um protesto contra a ausência de figuras femininas na hierarquia religiosa e, portanto, nas decisões mais altas da Igreja Católica.

    O ato, organizado por ativistas de várias organizações internacionais, denunciou não apenas a exclusão das mulheres do conclave, mas também sua histórica proibição de exercer o sacerdócio.

    “Vocês não podem decidir o futuro da Igreja ignorando metade dela”, afirmou Miriam Duignan, uma das líderes do movimento e integrante do Instituto Wijngaards de Cambridge. Em 2011, ela chegou a ser brevemente detida no Vaticano ao tentar entregar uma petição a um padre defensor da causa. Segundo ela, embora o papa Francisco tenha dado passos para ampliar a presença feminina na Igreja, nenhum deles envolveu o sacerdócio — e muito menos o poder de decisão nos conclaves.

    Durante a eleição papal, as únicas mulheres com quem os cardeais terão contato são freiras que trabalham na hospedaria de Santa Marta, onde os eleitores ficam isolados até a escolha do novo pontífice. Mas elas são figuras às margens do processo decisório.

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    As ativistas escolheram pintar o ar de rosa por conta da tradição da fumaça branca e preta, que sinaliza a escolha ou não de um novo papa. “Enquanto o mundo olha para o céu esperando por uma resposta, mostramos nossa esperança de que um dia a Igreja acolha as mulheres como iguais”, disse Kate McElwee, diretora-executiva da Conferência de Ordenação de Mulheres, um dos grupos responsáveis pela manifestação.

    Apesar de Francisco ter criado, em 2023, um grupo de trabalho para estudar a possibilidade de mulheres se tornarem diaconisas — função que historicamente precede o sacerdócio —, o avanço foi mínimo. “Na hierarquia da Igreja, até o padre mais jovem tem mais autoridade do que a mulher mais experiente”, criticou Duignan.

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