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Embaixada dos EUA em Bagdá é atacada com drones; fumaça é vista do prédio

Novo líder supremo iraniano Mojtaba Khamenei publicou em uma rede social que desejo de “esmagar o inimigo” deve se manter como prioridade

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 14 mar 2026, 09h26 • Atualizado em 14 mar 2026, 09h32
  • A embaixada dos Estados Unidos em Bagdá, capital do Iraque, foi alvo de um ataque por drones, informaram neste sábado, 14, agências internacionais. Fumaça pôde ser vista saindo do prédio, embora autoridades americanas não tenham dado detalhes adicionais.

    A rede de televisão catari Al Jazeera anunciou que parte do sistema de defesa do edifício foi destruído com o ataque. Na sexta 13, o serviço diplomático americano já havia elevado o nível de alerta no Iraque diante da escalada de tensões desde que a ofensiva do presidente dos Estados Unidos Donald Trump levou a bombardeios em Teerã, capital do Irã, e à morte de próceres do regime dos aiatolás, incluindo o então líder supremo Ali Khamenei.

    Nas últimas 24 horas Trump anunciou ter atacado a ilha Kharg, responsável por 90% do petróleo exportado pelo Irã e ponto estratégico, ou, nas palavras do republicano, a “joia da coroa” da região. Dúvidas quanto a extensão e duração do conflito já levaram a cotação do barril de petróleo a novos recordes históricos e pressionaram o governo Lula a conter o avanço do preço dos combustíveis no mercado interno – a partir deste sábado, por exemplo, passa a valer o aumento de 38 centavos por litro do diesel A, anunciou a Petrobras.

    O cenário de incertezas no futuro do conflito entre Estados Unidos e Irã ganha corpo também porque, de um lado, Trump disse em uma rede social que pode alvejar a infraestrutura de petróleo no Irã caso Teerã mantenha a intenção de manter fechado o Estreito de Ormuz, importante passagem de navios petroleiros que abastecem essencialmente a Ásia. Em outra frente, o novo líder supremo iraniano Mojtaba Khamenei, publicou em seu perfil na rede X que o desejo de “esmagar o inimigo” deve se manter como prioridade. A manifestação ocorreu por ocasião do Dia de Al-Quds, o último dia do feriado sagrado do Ramadã e que ecoa apoios de aliados à causa palestina. Na sexta-feira, 13, milhares de pessoas tomaram as ruas nas principais cidades do Irã em razão do Al-Quds.

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