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Em retaliação, Irã declara que exércitos de países europeus são ‘grupos terroristas’

Ação acontece após União Europeia incluir Guarda Revolucionária Islâmica na lista de organizações terroristas nesta semana

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 1 fev 2026, 09h47 • Atualizado em 1 fev 2026, 12h04
  • O Irã declarou neste domingo, 1º, que os exércitos de países europeus serão considerados organizações terroristas, dias após a União Europeia aplicar a mesma classificação à Guarda Revolucionária Islâmica, braço ideológico das forças armadas iranianas.

    Na sessão em que anunciaram a decisão, os parlamentares iranianos vestiram a farda da Guarda Revolucionária e cantaram “Morte à América”. Ainda não se sabe quais serão os impactos imediatos dessa designação.

    Na última quinta, 29, a Alta Representante de Política Externa da União Europeia, Kaja Kallas, anunciou que o bloco classificaria a organização iraniana dessa maneira após a repressão a uma onda de protestos no país deixar 6.713 mortes, de acordo com a ONG Ativistas de Direitos Humanos no Irã (HRA, na sigla em inglês). O número é mais que o dobro do balanço oficial, que aponta que ao menos 3.117 pessoas foram mortas, a maioria civis.

    Onda de insatisfação

    As manifestações começaram no fim de dezembro, impulsionadas pelo colapso da economia iraniana e pelo derretimento da moeda nacional, o rial, que perdeu quase 50% do valor contra o dólar ao longo de 2025 e atingiu uma baixa histórica no último mês do ano. Com o avanço da repressão, os atos ganharam um caráter mais amplo, transformando-se em um movimento de contestação direta ao regime teocrático que governa o país desde 1979.

    A repressão foi brutal: testemunhas relataram o uso de armas automáticas contra manifestantes desarmados, além de prisões em massa. Segundo grupos de direitos humanos, milhares de pessoas continuam detidas e algumas sofreram tortura, incluindo espancamentos e estupros. Um rígido bloqueio à internet e a disseminação de fake news tornaram o acesso à informação difícil dentro e fora do país.

    No último dia 21, o governo iraniano declarou que os protestos haviam sido “completamente sufocados”. As autoridades do país acusam os organizadores dos protestos de terrorismo e de ligação com governos estrangeiros.

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