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Em pronunciamento, Trump diz que Irã ‘trava guerra contra civilização’ e pede rendição

Presidente dos EUA também afirmou que 'comando militar inteiro foi destruído e muitos deles querem se render para salvar suas vidas'

Por Paula Freitas Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 1 mar 2026, 19h03 • Atualizado em 1 mar 2026, 19h36
  • O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou o Irã de “travar uma guerra contra a civilização” e pediu a rendição da Guarda Revolucionária Islâmica, o exército ideológico do país, em um vídeo publicado nas redes sociais neste domingo, 1°. Na véspera, EUA e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã, matando dezenas de comandantes militares, políticos e o líder supremo, o Ali Khamenei. Em resposta, Teerã iniciou uma campanha de bombardeios sem precedentes a bases americanas no Oriente Médio.

    “Nas últimas 36 horas, os Estados Unidos e seus parceiros lançaram a Operação Fúria Épica, uma das maiores, mais complexas, mais esmagadoras ofensivas militares que o mundo já viu. Ninguém viu nada como isso. Nós atingimos centenas de alvos no Irã, incluindo instalações da Guarda Revolucionária, sistemas aéreos iranianos, agora mesmo anunciamos que afundamos nove navios mais o edifício da Marinha. Tudo em questão de minutos”, disse o republicano.

    “O antigo líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, está morto. Esse cruel e vil homem tinha o sangue de centenas, até milhares, de americanos nas suas mãos e era responsável por massacrar incontáveis milhares de pessoas inocentes em muitos países”, acrescentou.

    Além disso, Trump afirmou que “o comando militar inteiro foi destruído e muitos deles querem se render para salvar suas vidas”, alegando que “querem imunidade”. Ele adiantou que os ataques continuarão até que “todos” os objetivos dos Estados Unidos sejam alcançados, sem especificar quais seriam, e voltou a destacar que o regime iraniano poderia ter feito algo “duas semanas atrás”, em referência às negociações nucleares, mas fracassou. O líder americano incentivou, ainda, um levante popular.

    “Apelo a todos os patriotas iranianos que anseiam pela liberdade para que aproveitem este momento, sejam corajosos, ousados, heroicos e retomem o controle do seu país. A América está com vocês”, bradou.

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    O mandatário da Casa Branca lamentou a morte de três americanos na operação e disse estar orando pela recuperação dos feridos, mas admitiu que “infelizmente, é provável que tenham mais (mortes) antes que isso acabe, é o jeito que as coisas são”. Ele prometeu vingá-los e honrar o sacrifício. O presidente dos EUA também mandou um recado contundente ao exército iraniano: “Eu faço um apelo à Guarda Revolucionária, aos militares do Irã, policiais: entreguem as suas armas e recebam total imunidade, ou encarem a morte certa”, advertiu.

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    Sem trégua

    Antes do pronunciamento, Trump afirmou em entrevista ao jornal britânico Daily Mail que os ataques ao Irã podem durar um mês. “Sempre foi um processo de quatro semanas. Imaginávamos que levaria cerca de quatro semanas. Sempre foi um processo de cerca de quatro semanas, então – por mais forte que seja, é um país grande, levará quatro semanas – ou menos”, disse.

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    Do lado iraniano, as baixas foram pesadas. Além de Khamenei, o comandante do Estado-Maior das Forças Armadas, Abdolrahim Mousavi, o chefe da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), Mohammad Pakpour, o assessor próximo do líder supremo e que estava à frente do Conselho Nacional de Defesa, Ali Shamkhani, e o ministro da Defesa e Logística das Forças Armadas, Aziz Nasirzadeh, foram assassinados.

    Ainda neste domingo, os EUA anunciaram ataques a infraestruturas militares iranianas. Trump afirmou que nove navios “grandes e importantes” foram afundados e “grande parte” do quartel-general da Marinha do Irã foi devastada. Mais tarde, o Comando Central informou que o quartel-general da Guarda Revolucionária Islâmica, o exército ideológico do Irã, também foi destruído. No comunicado, o braço das Forças Armadas revelou que, ainda no sábado, “um ataque em larga escala dos EUA cortou a cabeça da serpente”.

    A operação, contudo, parece não ter sido bem recebida pelos americanos. Apenas um em cada quatro deles disse aprovar os ataques, segundo uma pesquisa Reuters/Ipsos divulgada neste domingo. Cerca de 27% apoiaram os bombardeios, enquanto 43% as desaprovaram e 29% não tinham certeza. Segundo o levantamento, mais da metade dos entrevistados (56%) acredita que Trump está disposto a usar força militar para defender interesses dos Estados Unidos.

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