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Em novo giro à direita, candidato apoiado por Trump lidera eleições em Honduras

Com 56% das urnas apuradas, quem lidera é o presidente do Partido Nacional, Nasry Asfura, por apenas 0,22 ponto percentual

Por Paula Freitas Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 1 dez 2025, 17h27 •
  • Os primeiros resultados das eleições gerais de Honduras, na América Central, reflete uma tendência vista nos últimos pleitos na América Latina: com 56% das urnas apuradas, quem lidera é o presidente do Partido Nacional, Nasry Asfura, um candidato de direita apoiado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mostram dados divulgados pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE) nesta segunda-feira, 1°. A distância para o segundo colocado, o ex-apresentador de TV Salvador Nasralla, é de apenas 0,22 ponto percentual. 

    Os números “preliminares e parciais”, como salientou o CNE, mostram uma disputa acirradíssima. Embora ainda mantenha liderança, a vantagem inicial de Asfura diminuiu progressivamente ao longo da contagem. No último balanço, ele estava com 40% dos votos, contra 39,78% de Nasralla, de centro-direita. Para além da vantagem estreita, o pleito é tenso pelas acusações de interferência eleitoral por Trump, que ameaçou cortar a ajuda financeira a Honduras caso o seu candidato não saia vencedor. 

    “Se ele não vencer, os Estados Unidos não estarão desperdiçando dinheiro, porque um líder errado só pode trazer resultados catastróficos para um país, não importa qual seja”, escreveu o republicano na Truth Social, rede social da qual é dono, na última sexta-feira, 29.

    Trump também prometeu perdoar o ex-presidente hondurenho, Juan Orlando Hernández, que cumpre pena de 45 anos em uma prisão dos EUA por tráfico de drogas e armas. A tentativa do líder americano não foi bem vista por parte dos eleitores e por membros do governo da presidente esquerdista Xiomara Castro, impedida de concorrer à reeleição pela Constituição. Ela lançou a candidatura de Rixi Moncada, que ocupa o terceiro lugar na corrida. 

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    “Trata-se de total interferência eleitoral por parte do presidente dos EUA, e nós a denunciamos publicamente como tal. Ouvimos suas palavras, mas não compartilhamos de suas opiniões”, bradou o ministro da Infraestrutura e Transportes, Octavio Pineda, à emissora britânica BBC. “Lembrem-se, nem foi o sistema judiciário hondurenho que julgou e condenou nosso ex-presidente por tráfico de drogas. Foi o próprio gabinete do Procurador-Geral dos EUA.”

    Em meio à declaração polêmica de Trump, Asfura tem tentado se desvencilhar da imagem de Hernández. Ainda na sexta, ele disse à agência de notícias francesa AFP que não tem “nenhum vínculo” com o ex-presidente e que “o partido não é responsável por suas ações pessoais”. Enquanto isso, parte da população depõe a confiança em Salvador Nasralla, do Partido Liberal, que promete acabar com a corrupção. Ele chegou a atuar como vice-presidente de Castro, mas os dois se desentenderam e ele apresentou renúncia — sinal claro de descontentamento.

    A divisão interna somado ao dedo dos presidente dos EUA trazem à memórias dos hondurenhos as eleições de 2017, quando Hernández reivindicou a vitória em resultado questionado por observadores internacionais e pela Organização dos Estados Americanos (OEA). Na época, confrontos entre manifestantes e policiais deixaram ao menos 20 mortos. Embora a população mantenha esperança de uma apuração mais calma, alguns lojistas fecharam seus estabelecimentos com tábuas e funcionários se recusaram a trabalhar. A tensão veio para ficar.

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