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Em nova escalada, EUA e Irã trocam ataques e Kuwait denuncia bombardeio a aeroporto

Ao menos uma pessoa morreu e dezenas ficaram feridas no Kuwait, que condenou 'agressão criminosa iraniana'

Por Paula Freitas Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 3 jun 2026, 08h38 | Atualizado em 3 jun 2026, 08h57
Em nova escalada, EUA e Irã trocam ataques e Kuwait denuncia bombardeio a aeroporto Priorizar nos meus resultados Google

As Forças Armadas do Kuwait afirmaram que bombardeios iranianos ao aeroporto internacional do país mataram um e feriram dezenas de pessoas nesta quarta-feira, 3, enquanto Irã e Estados Unidos trocam ataques no Golfo Pérsico. A escalada das tensões mostra a fragilidade das negociações de paz, estagnadas há semanas, entre os dois lados da guerra, iniciada em 28 de fevereiro.

As forças americanas lançaram um míssil contra um petroleiro que supostamente tentava driblar o bloqueio dos EUA aos Estreito de Ormuz, rota vital para o comércio internacional de petróleo, na noite de terça-feira 2. O cerco impede o tráfego comercial de e para o Irã, uma espécie de retaliação ao fechamento da passagem pelo Irã desde a eclosão do conflito.

Os Estados Unidos também disseram ter abatido três drones “lançados pelo Irã contra marinheiros civis que transitavam legitimamente em águas regionais”, sem dar mais detalhes, e atingido alvos na ilha iraniana de Qeshm.

Após os incidentes, a Guarda Revolucionária Islâmica, o exército ideológico do Irã, disse que “as forças armadas agressivas dos EUA atingiram um petroleiro iraniano perto do Estreito de Ormuz com um projétil aéreo, causando danos à casa de máquinas da embarcação” e advertiu que as “respostas devem servir de lição”.

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Em seguida, anunciou um ataque de mísseis e drones a quartel-general da Quinta Frota dos EUA no Bahrein — uma alegação rejeitada pelo Comando Central (Centcom), unidade das Forças Armadas americanas responsável pela região do Oriente Médio.

O Irã também afirmou ter realizado um bombardeio contra um terminal de passageiros no aeroporto internacional do Kuwait, o que levou à suspensão de voos. Em resposta, o porta-voz do Ministério da Defesa do Kuwait, Saud Abdulaziz Al-Atwan, classificou o episódio como “uma agressão criminosa iraniana que resultou em danos materiais significativos ao edifício e ferimentos”.

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Em que pé estão as negociações?

Na segunda-feira 1°, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que as negociações com o Irã prosseguem. Pouco antes, a agência de notícias iraniana semioficial Tasnim informou que as tratativas haviam sido suspensas “diante da continuidade dos ataques do regime israelense no Líbano, e considerando que o Líbano era uma das pré-condições para um cessar-fogo”.

“As negociações com a República Islâmica do Irã continuam em ritmo acelerado. Agradeço a sua atenção a este assunto!”, escreveu Trump na Truth Social, rede social da qual é dono.

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Em publicação separada, o republicano informou que teve “uma conversa muito produtiva” com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. O mandatário da Casa Branca disse que “não haverá tropas a caminho de Beirute” e que “quaisquer tropas que estivessem a caminho já foram impedidas de entrar”. Trump declarou que também teve uma discussão produtiva com representantes do Hezbollah, na qual “eles concordaram que todos os disparos cessarão — que Israel não os atacará e que eles não atacarão Israel”.

Ainda na segunda, o Irã voltou a condicionar um possível acordo de paz a um cessar-fogo efetivo no Líbano. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baghaei, também acusou o governo americano de violar a trégua através de bombardeios ao país.

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“O cessar-fogo entre o Irã e os EUA é inequivocamente um cessar-fogo em todas as frentes, inclusive no Líbano. Sua violação em uma frente é uma violação do cessar-fogo em todas as frentes. Os EUA e Israel são responsáveis ​​pelas consequências de qualquer violação”, alertou ele.

 

 

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