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Em meio às negociações de paz nos Emirados Árabes, Rússia faz ataque à Ucrânia

Drones e mísseis atingiram as cidades de Kiev e Kharkiv, deixando cententas e milhares de pessoas sem energia em meio ao inclemente inverno europeu

Por Ricardo Ferraz Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 24 jan 2026, 10h53 •
  • Em meio às negociações de paz entre Rússia e Ucrânia, nos Emirados Árabes Unidos, com intermediação dos Estados Unidos, Moscou ordenou um ataque maciço de drones e mísseis contra  Kiev e Kharkiv, os dois maiores centros urbanos ucranianos, na madrugada deste sábado.

    O ato hostil surpreendeu as autoridades do país do leste europeu, que reagiram com indignação. “Esforços de paz? Reunião trilateral nos Emirados Árabes Unidos? Diplomacia? Para os ucranianos, esta foi mais uma noite de terror russo”, disse o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andriy Sybiha. “Seus mísseis atingiram não apenas o nosso povo, mas também a mesa de negociações”.

    Informações preliminares da ofensiva dão conta de que uma pessoa morreu e pelo menos 15 ficaram feridas. Pela manhã, explosões ainda eram avistadas nas duas cidades.

    Durante as negociações tripartites, a Rússia deixou claro que não pretende recuar da exigência de controlar a região leste de Donbas, região já dominada pelo exército russo, o que reforça as dúvidas sobre o comprometimento de Putin em relação ao processo de paz. Zelenskyy apelou para a comunidade internacional e declarou, depois dos ataques,  que os acordos sobre defesa aérea firmados com o presidente dos EUA, Donald Trump, em Davos esta semana, devem ser “totalmente implementados”.

    O primeiro dia de negociações foi marcado por impasses. Uma das questões mais cruciais que tem impedido o avanço do processo de paz é a presença russa no Donbass, um território industrial e de mineração do leste da Ucrânia que inclui as regiões administrativas de Donetsk e Lugansk, majoritariamente controlado por Moscou.

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    “As Forças Armadas ucranianas devem abandonar o Donbass, devem se retirar. É uma condição muito importante”, chegou a declarar o porta-voz da Presidência russa, Dmitri Peskov, antes do início das conversas.”Sem uma solução para a questão territorial (…) não faz sentido esperar a conclusão de um acordo de longo prazo”, acrescentou.

    A Rússia exige a retirada total das forças ucranianas do local. O Kremlin concentra suas exigências em Donetsk, que controla parcialmente e que continua sendo o epicentro dos combates.

    A reunião em Abu Dhabi ocorre um dia após dois encontros de alto nível: um em Davos entre o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, e seu par americano, Donald Trump, e outro em Moscou entre o presidente russo, Vladimir Putin, e os enviados americanos Steve Witkoff e Jared Kushner.

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    O último ciclo de negociações diretas ocorreu em julho de 2025, em Istambul, mas somente a troca de prisioneiros e de corpos de soldados mortos foi acordada.

    Cortes de energia

    Os ataques ocorrem em meio a uma crise energética. Kiev e outras cidades tem sofrido extensos cortes de luz após ataques russos às redes e usinas de eletrecidade. Segundo a prefeitura da capital, cerca de 6.000 apartamentos na cidade estão sem aquecimento, 4.000 a mais do que nos dias anteriores, incluindo muitos que haviam sido religados recentemente.

    A medida expõe a população a enormes riscos, diante do inclemente inverno que atinge essa região do mundo nessa parte do ano. Os cortes atingem 80% do território. Mais de 600 000 moradores deixaram a cidade temporariamente por não terem condições de enfrentar o frio extremo.

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