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Em meio a ameaças de Trump, premiê da Dinamarca visita Groenlândia: ‘Momento difícil’

Viagem ocorre em meio à tensão diplomática engatilhada por declarações do presidente dos EUA sobre anexação da ilha no Ártico, rica em recursos naturais

Por Júlia Sofia Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 23 jan 2026, 17h51 • Atualizado em 23 jan 2026, 18h37
  • A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, desembarcou nesta sexta-feira, 23, na Groenlândia em um gesto simbólico de apoio ao território autônomo dinamarquês, após a crise diplomática aberta pelas recentes declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que voltou a defender a anexação da ilha estratégica no Ártico.

    Frederiksen foi recebida no aeroporto de Nuuk, capital da Groenlândia, pelo primeiro-ministro local, Jens-Frederik Nielsen. Os dois se abraçaram na pista antes de seguir para compromissos oficiais, em uma demonstração pública de unidade entre Copenhague e o governo groenlandês. A visita ocorreu poucas horas depois de Frederiksen se reunir, em Bruxelas, com o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Mark Rutte, para discutir o reforço da segurança na ilha em meio ao avanço da Rússia e da China no Ártico.

    A Groenlândia, rica em recursos naturais, é um território autônomo que integra o Reino da Dinamarca. Tanto o governo dinamarquês quanto as autoridades locais reiteram que a ilha não está à venda e que sua soberania não é objeto de negociação, embora mantenham abertura para diálogos sobre cooperação militar e desenvolvimento econômico.

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    “Estamos preparando os próximos passos. Acima de tudo, estou aqui para demonstrar nosso forte apoio ao povo da Groenlândia neste momento difícil”, afirmou Frederiksen a jornalistas durante caminhada ao lado de Nielsen no centro de Nuuk.

    A tensão aumentou após Trump afirmar na quinta-feira, 22, que teria garantido “acesso total e permanente” dos Estados Unidos à Groenlândia, após conversas com Rutte. O presidente americano também se recusou, nos últimos dias, a descartar o uso de força militar para obter o controle da ilha e anunciou tarifas contra países europeus que se opusessem à ideia. A crise começou a esfriar nesta semana, depois que Trump retirou a ameaça militar e suspendeu as tarifas anunciadas.

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    A presença militar americana na Groenlândia já é permitida por acordos históricos, como o tratado de 1951, embora hoje esteja restrita a uma base de pequeno porte. Segundo fontes diplomáticas, Estados Unidos, Dinamarca e Groenlândia devem iniciar novas conversas para atualizar esse acordo. O ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Lars Løkke Rasmussen, confirmou que diplomatas dinamarqueses e americanos se reuniram em Washington para definir os próximos passos.

    “O que precisamos agora é reduzir o drama e conduzir o processo com calma”, afirmou.

     

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