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“Querem me matar”, diz advogada da Argentina acusada de injúria racial

Agostina Páez afirma que sofre “perseguição extrema” no Brasil

Por Hugo Marques Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 8 fev 2026, 14h10 • Atualizado em 8 fev 2026, 15h32
  • A advogada e influenciadora argentina Agostina Páez, acusada de fazer gestos racistas para funcionários de um bar no Rio de Janeiro, afirmou neste sábado que sofre “perseguição extrema” no Brasil. Ela diz que teme pela sua vida. “Eles querem me matar”, disse ela ao canal de notícias TN.

    A advogada é acusada de injúria racial, crime que prevê pena de prisão de dois a cinco anos. O incidente do qual ela é acusada ocorreu em 14 de janeiro. Ela foi filmada fazendo gestos considerados racistas em direção a funcionários de um bar no Rio de Janeiro.

    Agostina teve um encontro com sua família no Rio, que veio ao Brasil visitá-la, enquanto corre o processo por injúria racial. Emocionada, a advogada deu um abraço no pai, Mariano Páez, e outro na irmã, Justina, que tem 16 anos de idade.

    A advogada afirmou que ficou muito exposta após a acusação de racismo. “Há uma campanha antifascista usando minha imagem. Estou em perigo; recebo ameaças constantemente. Não posso ir a lugar nenhum porque estou muito exposta”, afirmou.

    Na sexta-feira, a advogada foi levada para uma delegacia da Polícia Civil no Rio. Ela foi indiciada e terá de cumprir uma série de imposições da Justiça.

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    “Ontem foi um calvário, porque criaram tantos obstáculos, inclusive por parte da polícia, apesar de já haver um mandado de soltura”, disse a advogada. “Filmaram-me, expuseram meus pertences. Sinto-me muito desprotegida. Há pessoas que me odeiam. Dizem-me todo o tipo de coisas.”

    Agostina Paez tinha sido detida na manhã da última sexta-feira, em cumprimento a mandado de prisão preventiva expedido no âmbito da ação penal. Ela foi localizada em um apartamento alugado na região da Vargem Pequena e liberada na delegacia ainda no mesmo dia.

    A advogada é natural de Santiago de Estero, na Argentina e não quer comentar a fala racista. “Não posso falar sobre os acontecimentos. A única coisa que vou dizer é que não menti sobre nada. Disseram que eu tinha proferido outros insultos, e isso é mentira”, disse.

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    Agostina vem sendo monitorada por tornozeleira eletrônica. Ela terá de comparecer ao Tribunal de Justiça uma vez por mês. Ela não poderá retornar à Argentina sem decisão judicial que autorize a viagem.

    Mariano Páez, o pai da advogada, disse ao TN que ficou aliviado após se encontrar com a filha. “Eu estava com muito medo, temi por sua vida. Agora me sinto mais tranquilo sabendo que ela está com alguém.”

    Mariano pretende ficar com a filha por uma ou duas semanas. “Nos reuniremos com os advogados e possivelmente com o cônsul. Meu desejo é que ela possa voltar para o país. Foi um ato impulsivo; ela está muito arrependida”, disse Mariano.

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