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EI divulga vídeo com decapitação do 5º refém estrangeiro

Terroristas afirmam ter assassinado de forma bárbara o americano Peter Kassig. Gravação mostra ainda decapitação de vinte soldados sírios

Por Da Redação 16 nov 2014, 07h33

Em vídeo publicado neste domingo na internet, os terroristas do Estado Islâmico afirmam ter decapitado o refém americano Peter Kassig, de 26 anos, sequestrado há um ano na Síria. As imagens do bárbaro assassinato foram gravadas e disponibilizadas no YouTube, a exemplo dos demais casos de reféns ocidentais mortos pelo EI. Kassig se tornou o quinto refém estrangeiro decapitado pelos loucos do grupo extremista, que usam a divulgação dos vídeos das execuções como uma propaganda chocante.

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No final de uma gravação de 15 minutos, um terrorista do EI aponta para uma cabeça ensanguentada colocada a seus pés e declara que ela era a de Kassig, que tinha fundado uma organização humanitária após combater pelo Exército americano no Iraque. A gravação mostra ainda a decapitação de cerca de vinte soldados sírios.

Em vídeo, EI afirma ter feito decapitação em massa de soldados sírios
Em vídeo, EI afirma ter feito decapitação em massa de soldados sírios VEJA

Em vídeos anteriores, os terroristas já haviam ameaçado matar o refém americano. Kassing fazia trabalho voluntário na Síria por meio da organização que ele mesmo fundou em 2012 para prestar atendimento médico a refugiados, depois de servir no Exército americano. Seus pais disseram que ele serviu no Iraque antes de ser dispensado por motivos de saúde. Segundo o Pentágono, o ex-militar ficou no Iraque entre abril e julho de 2007.

O americano apareceu no final do vídeo divulgado pelos jihadistas em outubro, com a ameaça de que seria a próxima vítima dos selvagens. A gravação mostrava a decapitação do britânico Alan Henning, o quarto refém estrangeiro a ser executado de forma bárbara pelo grupo.

Em carta escrita aos pais após ser sequestrado, Kassing reconheceu estar com medo de morrer, mas em paz com sua crença. “Eu estou, obviamente, com muito medo de morrer, mas a parte mais difícil é não saber, ficar imaginando, tendo esperança e me perguntando se eu deveria ter mesmo esperança”, escreveu. “Se eu realmente morrer, pelo menos vocês e eu podemos buscar conforto em saber que eu tentei aliviar o sofrimento e ajudar os necessitados”, finalizou.

(Com agência EFE)

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