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Drones atingem sede do governo sudanês pelo terceiro dia em escalada da guerra civil

Conflito mergulhou o Sudão na 'pior crise humanitária do mundo', segundo a ONU; ataques foram atribuídos às forças paramilitares RSF

Por Sara Salbert Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 6 Maio 2025, 10h23 •
  • Drones atingiram Porto Sudão, a principal cidade portuária do país e sede do governo sudanês durante a guerra civil, pelo terceiro dia consecutivo nesta terça-feira, 6. Os ataques, atribuídos pelo Exército ao grupo paramilitar Forças de Apoio Rápido (RSF), representam uma escalada violenta no conflito que abala o país há três anos, uma vez que a cidade era considerada refúgio para milhões de pessoas deslocadas pelos combates.

    Os alvos da ofensiva desta terça eram o aeroporto e a principal base do Exército no centro da cidade, segundo a emissora americana CNN. Um hotel próximo aos prédios do governo — incluindo a Casa de Hóspedes Presidencial, onde o chefe das Forças Armadas Sudanesas, Abdel Fattah al-Burhan, recebe visitantes e mantém seus escritórios — também teria sido atingido, afirmou um correspondente da emissora catari Al Jazeera.

    A operadora nacional de rede elétrica confirmou que os drones também atingiram a principal subestação de energia de Porto Sudão, causando um apagão na cidade costeira do Mar Vermelho. Após a investida, uma enorme coluna de fumaça subiu ao redor do porto da cidade, e explosões e incêndios foram relatados em outras áreas. 

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    Escalada dos ataques

    No domingo 4, uma base militar em Porto Sudão, próxima ao único aeroporto internacional em funcionamento do país, foi atingida por drones. No dia seguinte, os ataques das RSF atingiram o maior depósito de combustível do país, danificando a porta de entrada mais importante para ajuda estrangeira.

    O conflito entre o Exército sudanês e as RSF, agora em seu terceiro ano, foi classificado por organizações civis e pelas Nações Unidas como a “pior crise humanitária do mundo” atualmente.

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    A guerra civil já deslocou mais de 12 milhões de pessoas no Sudão e deixou metade da população em situação de fome aguda, de acordo com as Nações Unidas.

    A origem do conflito remonta à queda do ditador Omar al-Bashir, em 2019. Seus antigos aliados — o general Abdel Fattah al-Burhan, do Exército, e Mohamed Hamdan Dagalo, o Hemedti, comandante das RSF — entraram em rota de colisão em 2023.

    Desde então, o Sudão virou palco de atrocidades sistemáticas, como estupros em massa, execuções de civis e destruição completa de bairros residenciais. Em janeiro deste ano, os Estados Unidos reconheceram oficialmente que as RSF cometeram genocídio, repetindo um episódio trágico já vivido pelo país nos anos 2000.

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