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Dois navios da Marinha dos EUA colidem em águas próximas à América do Sul

Incidente ocorreu durante operação de reabastecimento de combustível no mar, na região com presença ampliada de ativos navais americanos

Por Amanda Péchy Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 12 fev 2026, 12h33 • Atualizado em 12 fev 2026, 12h41
  • Duas embarcações da Marinha dos Estados Unidos, um navio de guerra e outro de abastecimento da Marinha, colidiram durante o reabastecimento de combustível na tarde de quarta-feira 11, próximo às águas da América do Sul, informou jornal americano The Washington Post.

    A informação também foi confirmada à agência de notícias Reuters pelo Comando Sul dos Estados Unidos via comunicado.

    O destróier de mísseis guiados da classe Arleigh Burke, chamado USS Truxtun, e o navio de apoio de combate rápido da classe Supply, o USNS Supply, colidiram durante um reabastecimento no mar, disse a nota. A área de responsabilidade do Comando Sul inclui a América Central, a América do Sul e o Caribe. O local da colisão não foi especificado.

    “Dois tripulantes relataram ferimentos leves e estão em condição estável”, afirmou o comunicado.

    O incidente está sendo investigado e ambos os navios informaram que estão navegando em segurança, acrescentou o comunicado.

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    O Wall Street Journal foi o primeiro a noticiar que a colisão ocorreu perto da América do Sul, afirmando que a causa ainda não estava clara.

    Atividade ampliada

    O Comando Sul aumentou as atividades na região desde o ano passado, para fazer pressão sobre o regime do ditador Nicolás Maduro, deposto em 3 de janeiro em uma operação militar americana em Caracas. Navios de guerra, submarinos, helicópteros e caças foram enviados às águas da América do Sul e Central em setembro, realizando ações como apreensão de petroleiros ligados à Venezuela e ataques a pequenas embarcações que Washington diz serem ligadas ao narcotráfico e transportarem drogas rumo aos Estados Unidos.

    Os mais de vinte bombardeios contra barcos na região já levaram à morte de cerca de 120 pessoas. Vários juristas, líderes latino-americanos, a oposição democrata ao governo Donald Trump e até alguns republicanos sustentam que as operações violam o direito internacional e qualificam as mortes como execuções extrajudiciais. A Casa Branca, enquanto isso, diz que os Estados Unidos estão em guerra contra o narcotráfico e classificou diversos grupos criminosos como organizações terroristas estrangeiras, o que, segundo argumenta, justificaria os ataques.

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