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Vídeo: Deslizamento de terra deixa cidade na Sicília à beira de precipício

Mais de 1.500 moradores foram retirados de Niscemi, no sul da Itália, após fenda de 4 quilômetros se abrir na encosta onde fica o município

Por Júlia Sofia Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 27 jan 2026, 18h25 • Atualizado em 27 jan 2026, 18h51
  • A cidade de Niscemi, na Sicília, no sul da Itália, enfrenta uma grave crise após um deslizamento de terra abrir uma fenda de cerca de quatro quilômetros na encosta onde o município está assentado, alertaram autoridades municipais nesta terça-feira, 27. O avanço do solo deixou casas suspensas à beira de um precipício, interditou ruas e elevou o risco de novos desabamentos. O fenômeno foi provocado por chuvas extremas associadas à passagem do ciclone Harry, que atingiu a região na última semana.

    Até esta terça-feira, cerca de 1.500 moradores haviam sido retirados. Os primeiros sinais de instabilidade surgiram no domingo e, em poucas horas, evoluíram para uma frente de deslizamento que segue em expansão. Autoridades locais alertam que a cratera continua aumentando, intensificando temores temor de que áreas mais centrais da cidade sejam afetadas.

    Imagens aéreas divulgadas pela Defesa Civil mostram fileiras de casas perigosamente próximas ao limite do deslizamento, algumas já parcialmente colapsadas. As principais estradas que ligam Niscemi à cidade costeira de Gela foram interditadas, o que isolou bairros e dificultou o acesso às áreas atingidas. Segundo Salvatore Cocina, diretor-geral da Defesa Civil da Sicília, todas as construções localizadas em um raio de 50 a 70 metros da fenda correm risco iminente de desabamento.

    O chefe do Departamento de Proteção Civil da Itália, Fabio Ciciliano, afirmou que a colina sobre a qual Niscemi se ergue está deslizando em direção à planície de Gela e que o processo de instabilização permanece ativo. “A situação é crítica. Há casas que não poderão ser salvas, e será necessário planejar a realocação definitiva das famílias”, disse após uma inspeção no local.

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    Até o momento, não há registro de mortes, mas centenas de famílias deixaram suas residências de forma preventiva e foram acolhidas por parentes ou em abrigos temporários montados pela prefeitura. As escolas foram fechadas e uma “zona vermelha” de acesso restrito foi criada para proteger a população enquanto as equipes técnicas monitoram o avanço do deslizamento.

    Diante da gravidade do cenário, o governo italiano decretou estado de emergência nas regiões do sul afetadas pelo ciclone Harry — Sicília, Calábria e Sardenha — e anunciou a liberação inicial de 100 milhões de euros para atender às necessidades imediatas. Estimativas preliminares indicam que os prejuízos podem ultrapassar 1,5 bilhão de euros, com a Sicília concentrando a maior parte dos danos.

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