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Deputados exigem libertação de pinguins ‘presos em porão’ de aquário em Londres

Grupo de 75 parlamentares pede que aves sejam transferidas de um recinto 'sem luz solar ou ar fresco' para um ambiente mais adequado

Por Júlia Sofia Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 11 nov 2025, 18h35 • Atualizado em 11 nov 2025, 19h52
  • Um grupo de 75 parlamentares britânicos lançou uma campanha para “libertar” 15 pinguins-gentoo mantidos no Aquário Sea Life, em Londres, na Inglaterra. Os deputados afirmam que as aves vivem confinadas em um espaço fechado, sem luz solar nem ar fresco — uma condição que, segundo eles, “não condiz com os valores britânicos”.

    A mobilização, liderada pelo trabalhista David Taylor, resultou em uma carta aberta à secretária do Meio Ambiente, Emma Reynolds, pedindo uma revisão urgente das condições dos animais e a possibilidade de transferi-los para “uma instalação mais adequada às suas necessidades comportamentais, ecológicas e fisiológicas”. “É antibritânico manter pinguins presos em um porão. Nenhum animal deveria viver assim, com seus direitos negociados em nome do lucro”, afirmou Taylor.

    A campanha recebeu apoio de ambientalistas e celebridades, como o músico Feargal Sharkey, que desafiou a diretora do aquário a “trocar de lugar com os pinguins”, e o naturalista Chris Packham, que classificou o caso como “uma mancha na reputação de Londres”. A petição organizada pela ONG Freedom for Animals, que defende a transferência das aves, já ultrapassou 37 mil assinaturas.

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    Resposta do aquário

    O aquário, localizado na margem do Rio Tâmisa, pertence à operadora europeia Merlin Entertainments, que também administra o parque temático Alton Towers, um dos maiores do Reino Unido, e o Madame Tussauds, o famoso museu de cera com filiais em várias cidades do mundo. A exposição de pinguins-gentoo foi inaugurada em 2011, com aves vindas do zoológico de Edimburgo, que vivem há 14 anos em uma piscina de apenas dois metros de profundidade.

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    Em nota, a empresa afirmou que o ambiente reproduz fielmente o habitat natural dos pinguins, com temperatura controlada, ar filtrado e acompanhamento diário de veterinários. “Temos uma equipe dedicada e seguimos os padrões mais altos de bem-estar animal”, disse a empresa, negando que o recinto fique em um porão. Segundo a companhia, soltar os animais na natureza seria inviável, pois todos nasceram e viveram sob cuidados humanos.

    O governo britânico declarou que está revisando os padrões de bem-estar animal em zoológicos e que o caso será incluído no processo. “Levamos o bem-estar animal extremamente a sério e estamos comprometidos em garantir os mais altos padrões de cuidado”, afirmou um porta-voz do primeiro-ministro Keir Starmer.

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