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Depois de Trump ficar sem prêmio, Casa Branca diz que Nobel ‘coloca a política acima da paz’

Nobel da Paz foi para a opositora venezuelana María Corina Machado por sua luta pela democracia; Comitê destacou crescimento do autoritarismo no mundo

Por Amanda Péchy Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 10 out 2025, 09h08 • Atualizado em 10 out 2025, 12h22
  • A Casa Branca lançou críticas ao comitê do Prêmio Nobel nesta sexta-feira, 10, depois do painel laurear a líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, por sua luta pela democracia e resistência à ditadura de Nicolás Maduro. Ao longo do último ano, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez forte lobby para receber a honraria devido aos seus esforços para “encerrar guerras”.

    “O presidente Trump continuará fazendo acordos de paz, encerrando guerras e salvando vidas. Ele tem o coração de um humanitário, e nunca haverá ninguém como ele, capaz de mover montanhas com a força de sua vontade”, disse o porta-voz da Casa Branca, Steven Cheung, em uma publicação no X. “O Comitê do Nobel provou que coloca a política acima da paz.”

    O Comitê Norueguês do Nobel concedeu o prêmio anual a Machado, figura que representa a luta por eleições livres e direitos humanos na Venezuela, destacando que a ameaça do autoritarismo paira sobre todo o planeta. O presidente do comitê, Jorgen Watne Frydnes, afirmou que a democracia é uma “pré-condição para a paz duradoura”, e portanto o prêmio deve atuar para protegê-la.

    Em seu segundo mandato, Trump tem recebido críticas cada vez mais intensas por ações que críticos definem como autoritárias, como o destacamento de militares a cidades governadas por democratas para reforçar sua política de deportações em massa de imigrantes.

    O presidente americano fez uma campanha agressiva pelo Nobel da Paz e, nesta semana, anunciou um cessar-fogo e um acordo para encerrar a guerra em Gaza, que inclui a libertação dos reféns israelenses em posse do Hamas. Na Assembleia Geral da ONU, defendeu que merecia a honraria em reconhecimento ao seu papel na mediação de conflitos variados e disparou contra a organização internacional. O republicano ainda não comentou a decisão do comitê norueguês, mas postou três vídeos em sua rede, a Truth Social, nesta manhã, mostrando apoiadores comemorando o acordo de Gaza.

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    Questionado sobre a pressão de Trump, o presidente do Comitê Norueguês do Nobel, Jorgen Watne Frydnes, declarou que “em toda a longa história do Prêmio Nobel da Paz, este comitê já viu todos os tipos de campanhas e atenção midiática”. Ele acrescentou que o painel “se reúne em uma sala repleta de retratos de laureados, um espaço cheio de coragem e integridade”, numa resposta vista como uma defesa da independência da instituição diante das pressões políticas.

    O receio em Oslo é que a expectativa frustrada leve Trump a retaliar o país. A líder do Partido da Esquerda Socialista, Kirsti Bergsto, afirmou que a Noruega deve estar “preparada para qualquer coisa”, apontando o caráter “volátil e autoritário” do republicano. O analista Harald Stanghelle especula que eventuais reações poderiam incluir tarifas comerciais, exigências de maiores contribuições norueguesas à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) ou até a hostilização aberta do país. A direção do Instituto Nobel, por sua vez, reforça que a escolha do laureado é totalmente independente, embora os membros do comitê sejam indicados pelo Parlamento norueguês.

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