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Depois de 26 meses, Parlamento do Líbano escolhe general cristão como presidente do país

Joseph Aoun terá a difícil missão de comandar a implementação do acordo de cessar-fogo entre Israel e Hezbollah

Por Da Redação 9 jan 2025, 10h45 •
  • O chefe das Forças Armadas do Líbano, o general Joseph Aoun, foi eleito presidente do país nesta quinta-feira, 9, pelo Parlamento do país, depois de meses de negociações e vácuo político. O cargo estava desocupado há 26 meses, desde a saída de Michel Aoun, com direito a 12 tentativas fracassadas de eleição nesse meio tempo.

    Dentro do sistema de poder do Líbano, que é dividido entre grupos sectários, o presidente precisa ser cristão maronita, enquanto o cargo de primeiro-ministro é reservado a muçulmanos sunitas e o de presidente do Parlamento a muçulmanos xiitas.

    Visto como um aliado próximo dos Estados Unidos e da Arábia Saudita, Aoun deixou o Exército assim que foi eleito e chegou ao Parlamento vestido com roupas civis para ser empossado. Acredita-se que membros do grupo Hezbollah, que tem representação parlamentar, e seu principal aliado xiita, o Movimento Amal, tenham votado em Aoun no segundo turno após reter seus votos no primeiro turno. Aoun teve 99 dos 128 votos possíveis no segundo turno.

    Agora, ele terá a difícil missão de comandar a reconstrução do país depois do conflito entre Israel e a milícia libanesa Hezbollah, assim como a implementação do acordo de cessar-fogo firmado em novembro – tudo isso em um país que ainda se recupera de um colapso financeiro em 2019. Embora o Exército do Líbano não tenha participado da guerra, é uma peça-chave no cessar-fogo, já que será deslocado para áreas fronteiriças com Israel.

    A relação entre os dois países é marcada por décadas de conflitos. Em 1982, após ataques de militantes palestinos, Israel invadiu o Líbano e ocupou o sul do país, onde permaneceu por quase 20 anos. Em 2000, o Hezbollah, com apoio do Irã, conseguiu expulsar as tropas israelenses da região.

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    Nesse período, a ONU criou a Linha Azul, que delimitou a área da retirada israelense e passou a ser considerada a fronteira de fato entre os dois países. Apesar disso, o Líbano ainda contesta a ocupação das Fazendas Shebaa, uma área de 39 quilômetros quadrados. Israel, por sua vez, argumenta que a área é parte das Colinas de Golã, anexadas de forma controversa da Síria.

    Em 2006, a ONU adotou a Resolução 1701 com o objetivo de estabilizar a região após a guerra devastadora entre Israel e o Hezbollah. A resolução exigia a retirada de tropas israelenses do sul do Líbano e a presença de forças libanesas e de paz da ONU na área, ao longo do Rio Litani. Durante quase duas décadas, a medida ajudou a evitar novos conflitos, até que, em 2023, a escalada de tensões com o Hamas e o apoio do Hezbollah à Palestina reacenderam os confrontos.

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