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Departamento de Justiça dos EUA libera novos arquivos de caso Epstein e diz que não protegeu Trump

Novos documentos incluem mais de 2 mil vídeos e 180 mil imagens, segundo vice-procurador-geral

Por Caio Saad Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 30 jan 2026, 16h31 • Atualizado em 30 jan 2026, 16h47
  • O Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgou nesta sexta-feira, 30, a liberação de mais de três milhões de páginas de arquivos ligados ao caso de Jeffrey Epstein, incluindo fotos e vídeos. Espera-se que nova divulgação, anunciada pelo vice-procurador-geral Todd Blanche, inclua materiais até agora inéditos da investigação sobre o bilionário americano, que morreu em uma prisão de Nova York em 2019 enquanto aguardava julgamento por tráfico sexual de menores. 

    Segundo Blanche, os novos documentos incluem mais de 2 mil vídeos e 180 mil imagens, que têm “grandes quantidades de pornografia comercial”. Todas as imagens de mulheres serão censuradas, com exceção das de Ghislaine Maxwell, cúmplice de Epstein.

    Questionado sobre uma possível interferência do presidente Donald Trump, o vice-procurador afirmou que o governo não participou da revisão dos arquivos. “Não protegemos Trump na divulgação dos arquivos”, acrescentou.

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    Documentos divulgados anteriormente lançaram luz sobre os vínculos de Epstein com executivos, celebridades, acadêmicos e políticos, incluindo Trump e o ex-presidente Bill Clinton.

    Talvez os documentos mais significativos divulgados até agora sejam dois e-mails do FBI, de julho de 2019, que mencionam dez “co-conspiradores” de Epstein. Apenas Ghislaine Maxwell, ex-namorada de Epstein, foi acusada em relação a seus crimes, e os nomes dos supostos “co-conspiradores” aparecem tarjados nos e-mails. Maxwell cumpre pena de 20 anos de prisão por recrutar menores para Epstein, cuja morte foi declarada suicídio.

    Trump, antigo amigo próximo de Epstein, e Clinton aparecem de forma destacada nos arquivos publicados até o momento, mas não foram acusados de nenhum crime.

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    No início do mês, um documento judicial revelou que o Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgou apenas 1% dos arquivos do caso Jeffrey Epstein. Em uma atualização de cinco páginas, a procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, informou que proteger as identidades das vítimas era sua principal prioridade, o que levou a atrasos. Antes da liberação desta sexta, haviam sido divulgados 12.285 documentos, totalizando 125.575 páginas.

    Os arquivos começaram a ser divulgados após a sanção, em novembro, da Lei de Transparência dos Arquivos Epstein. No entanto, os democratas, que lideram o Comitê de Supervisão da Câmara dos Estados Unidos, acusam o governo de Donald Trump de reter documentos e retardar o processo de maneira intencional, com o objetivo de supostamente proteger o presidente. O republicano foi citado em várias páginas e pode ser visto em uma série de fotos ao lado de Epstein tornadas públicas até o momento.

    Como promessa de campanha, Trump disse que liberaria os documentos relacionados ao caso se retornasse à Casa Branca. Em janeiro, quando o republicano publicou arquivos sobre a investigação, um clima de insatisfação tomou conta: as informações divulgadas já eram conhecidas. Pressionado, o presidente dos EUA virou alvo de uma teoria da conspiração dentro da sua base política, a Make America Great Again (MAGA), de que está em uma lista secreta de pessoas que se beneficiavam do esquema de Epstein.

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