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Cuba acusa EUA de provocar ‘catástrofe humanitária’ na ilha com bloqueio energético

Chanceler cubano diz que Washington busca agravar colapso em Havana ao pressionar que outros países interrompam envio de petróleo

Por Júlia Sofia Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 23 fev 2026, 15h10 •
  • O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, declarou nesta segunda-feira, 23, em Genebra, na Suíça, que os Estados Unidos estariam promovendo uma política de bloqueio energético com a intenção de desencadear uma “catástrofe humanitária” na ilha. Segundo o chanceler, Washington estaria usando a alegação de que Havana representa uma ameaça à sua segurança nacional como pretexto para justificar medidas que agravam a escassez de combustível e os frequentes apagões no país.

    Falando na Conferência sobre Desarmamento, Rodríguez qualificou como “criminosas e ilegais” as ações de Washington e disse que elas equivalem a uma punição coletiva contra a população cubana, já afetada pela interrupção no fornecimento de petróleo.

    A denúncia ocorre em um momento de crescente pressão dos Estados Unidos sobre Cuba, em meio a uma intensificação do embargo contra Havana. Nos últimos meses, o presidente americano, Donald Trump, tem pressionado países que tradicionalmente fornecem energia à ilha, como Venezuela e México, a suspenderem o envio de combustível — apesar das ameaças, dois navios mexicanos foram enviados a Havana com mais de 800 toneladas de ajuda humanitária, e o governo da Espanha também anunciou o envio de alimentos e medicamentos.

    Ainda em janeiro, após a captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, Trump classificou Cuba como uma “ameaça extraordinária” aos EUA. A nação é um dos principais alvos declarados de Washington, que desde que mobilizou boa parte de seu poder naval para a região do Caribe, mantém uma narrativa hostil contra os regimes de esquerda da América Latina.

    Em Genebra, Rodríguez rebateu a classificação de Trump, argumentando que “Cuba não constitui ameaça para os Estados Unidos nem adota políticas expansionistas ou militares contra outras nações”, contrapondo a postura de Washington na região.

    Em outra declaração, desta vez diante do Conselho de Direitos Humanos da ONU, o chanceler afirmou que o governo cubano fará o possível para evitar uma crise humanitária, mesmo que isso represente maiores dificuldades econômicas e sofrimento à população.

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    O agravamento das condições de vida em Cuba motivou mobilização internacional. Grupos de movimentos sociais, sindicatos e organizações humanitárias anunciaram planos para enviar um comboio ao país até 21 de março, com alimentos, medicamentos, suprimentos médicos e itens essenciais, na tentativa de amenizar os efeitos da escassez.

    No início do mês, a Organização das Nações Unidas (ONU) alertou sobre a rápida deterioração da situação em Cuba. O secretário-geral da entidade, António Guterres, advertiu para o risco de um “colapso humanitário” caso o país não consiga importar petróleo suficiente para atender às necessidades básicas da população.

    Segundo o porta-voz da ONU, Stéphane Dujarric, a escassez de combustível compromete diretamente serviços essenciais, como hospitais, abastecimento de água, transporte público e a distribuição de alimentos. “O secretário-geral está muito preocupado com a situação humanitária em Cuba, que pode se agravar severamente — ou mesmo entrar em colapso — se suas necessidades de petróleo não forem atendidas”, afirmou.

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