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Crítico de Trump, ex-diretor do FBI na mira do governo se apresenta a tribunal nos EUA

James Comey foi acusado de mentir em depoimento ao Congresso; Trump, que o demitiu em 2017, pediu à PGR que 'justiça seja feita' contra seus rivais

Por Flávio Monteiro 8 out 2025, 10h24 •
  • O ex-diretor do FBI, James Comey, comparecerá perante a justiça dos Estados Unidos nesta quarta-feira, 8, para responder a acusações de prestar declarações falsas e obstruir um processo de investigação parlamentar no Congresso. A audiência de Comey acontecerá em Alexandria, no Estado da Virgínia, e caso seja condenado, o antigo chefe da agência federal poderá pegar até cinco anos de prisão.

    Um notório crítico do presidente Donald Trump, Comey é acusado de ter mentido durante um depoimento oral prestado ao Senado em setembro de 2020. Na época, ele negou ter autorizado um funcionário a dar informações anônimas à imprensa sobre inquéritos conduzidos pelo FBI acerca de irregularidades da campanha presidencial de Trump

    É esperado que Comey apresente uma declaração durante a audiência desta quarta, quando a data do julgamento do caso poderá ser definida pelo juiz presidente. “Tenho grande confiança no sistema judicial federal e sou inocente”, afirmou o ex-diretor do FBI em uma mensagem de vídeo publicada após sua acusação no final de setembro.

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    Comey foi demitido da chefia da agência federal em 2017, durante o primeiro mandato de Trump. Na época, o FBI investigava uma suposta interferência russa durante as eleições presidenciais de 2016. Após sua saída, ele se tornou um crítico recorrente do republicano, a quem já definiu como “moralmente inadequado” para o cargo de presidente.

    Ele foi citado nominalmente por Trump em uma publicação nas redes feita em setembro, quando o mandatário pediu à procuradora-geral do país, Pam Bondi, que “a justiça fosse feita” contra vários de seus adversários políticos, definidos por ele como “culpados para caramba”.

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    De acordo com a emissora americana CNN, atender os desejos de Trump foi uma tarefa árdua para o Departamento de Justiça. O promotor do distrito leste da Virgínia, Erik Siebert, renunciou ao cargo após “forte pressão” política para avançar com o caso.

    As acusações contra Comey só prosperaram em 25 de setembro, quando a substituta de Siebert, Lindesy Halligan, uma ex-assessora da Casa Branca sem nenhuma experiência no Ministério Público, acolheu o processo – somente três dias após ser nomeada para o cargo. Mais tarde, dois outros promotores federais — Nathaniel Tyler Lemons e Gabriel Diaz — se juntaram a Halligan.

    É esperado que o julgamento do caso tome um rumo delicado, uma vez que a promotoria terá que se defender das prováveis alegações de que a acusação contra Comey configura perseguição política. As publicações de Trump nas redes sociais podem ser utilizadas pela defesa para embasar o argumento.

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