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Crianças ucranianas voltam às aulas em porões no quarto ano letivo sob a guerra

Governo acelera construção de 200 escolas subterrâneas para garantir aulas presenciais em regiões com maior risco de bombardeios

Por Júlia Sofia Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 1 set 2025, 15h03 •
  • Em Bobryk, no norte da Ucrânia, próximo à fronteira com a Rússia, o primeiro dia de aula do novo ano letivo aconteceu debaixo da terra nesta segunda-feira, 1º. A pequena escola do vilarejo, com pouco mais de cem alunos, funciona desde 2023 no porão de um prédio municipal — uma medida que se tornou comum para proteger as crianças dos bombardeios e garantir o ensino presencial.

    O quarto ano letivo desde a invasão russa começa com enormes desafios. Segundo o Ministério da Educação e da Ciência ucraniano, mais de 10% das infraestruturas escolares do país foram danificadas ou destruídas entre fevereiro de 2022 e dezembro de 2024. Para não interromper o aprendizado, comunidades como Bobryk improvisam soluções: o porão foi reformado com ventilação, eletricidade e novo piso, e as aulas são divididas em dois turnos para atender todos os alunos.

    “Precisamos fazer de tudo para que essa geração não se perca. O tempo é a única coisa que não se recupera”, disse o diretor Oleksii Korenivskyi. Para a comunidade de cerca de 2 mil moradores, cada aluno que continua na cidade é motivo de comemoração. Desde o início da guerra, cerca de 10% dos estudantes abandonaram a escola, migrando para outras regiões ou para o exterior.

    Em meio ao cenário, o governo ucraniano anunciou a construção de cerca de 200 escolas subterrâneas em regiões sob maior risco de bombardeios, como Kharkiv, Zaporizhzhia e Mykolaiv, com entrega prevista até o fim de 2025. Cada unidade contará com salas de aula, biblioteca, refeitório e ginásio, permitindo que os alunos mantenham uma rotina escolar mesmo durante os alarmes de ataque aéreo.

    Desde o início da invasão em larga escala, mais de 3.600 escolas foram danificadas e quase 400 destruídas no país, de acordo com a ONU. Para comunidades pequenas como Bobryk, ver as crianças voltarem às aulas, ainda que debaixo da terra, é considerado um ato de resistência e esperança em meio à guerra.

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