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Costa Rica revela suposto plano para assassinar presidente às vésperas das eleições

Autoridades denunciam ameaça à vida do chefe de Estado, reforçam proteção e abrem investigação em meio a um cenário político polarizado

Por Júlia Sofia Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 13 jan 2026, 17h16 •
  • O governo da Costa Rica anunciou nesta terça-feira, 13, que teria identificado um suposto plano para assassinar o presidente Rodrigo Chaves Robles, menos de três semanas antes das eleições presidenciais, marcadas para 1º de fevereiro de 2026.

    Segundo autoridades locais, a Direção de Inteligência e Segurança Nacional (DIS), órgão ligado diretamente à Presidência, recebeu informações de uma fonte confidencial indicando que um assassino de aluguel teria sido contratado e que um pagamento teria sido acertado para executar um atentado contra o presidente.

    O diretor da DIS, Jorge Torres Carrillo, formalizou uma denúncia ao Ministério Público relatando o caso e afirmou que as informações incluem supostas evidências, como capturas de tela e dados sobre transações financeiras relacionadas ao plano.

    “Claramente nos deixa em estado de alerta um pagamento de um assassino que quer atentar contra a vida do presidente da República”, declarou Torres a jornalistas na porta do Ministério Público.

    Em resposta à denúncia, as autoridades reforçaram o esquema de segurança presidencial, enquanto o Ministério Público conduz a investigação, que busca verificar a veracidade das alegações e identificar envolvidos. Até o momento não há confirmação de que esse plano passe de rumores recebidos pela inteligência, nem há registros públicos de prisões relacionadas à denúncia.

    Rodrigo Chaves, economista e presidente desde 2022, tem enfrentado um ambiente político conturbado nos últimos meses, incluindo tentativas de retirar sua imunidade para permitir processos judiciais por supostas infrações eleitorais. Essas disputas refletem uma cena política polarizada em um dos poucos países da região onde a reeleição consecutiva não é permitida e, por isso, o atual presidente não concorre ao pleito de fevereiro.

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