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Coreia do Norte faz novo teste de mísseis balísticos

Projeteis caíram no Mar do Japão; negociações para a desnuclearização com os EUA estão travadas desde fevereiro

A Coreia do Norte lançou na madrugada desta quinta-feira, 31, dois mísseis balísticos de curto alcance que caíram no Mar do Japão. O mais recente teste mostra a ansiedade do regime de Kim Jong-un para que os Estados Unidos retomem uma negociação travada há meses.

O lançamento de hoje é o primeiro realizado pela Coreia do Norte desde o dia 2 de outubro – o 12º do ano. O teste mais recente de mísseis por parte do governo de Pyongyang ocorreu poucos dias antes da fracassada reunião com representantes da Casa Branca em Estocolmo, na Suécia.

Segundo o governo da Coreia do Sul, o país vizinho lançou hoje dois mísseis balísticos de curto alcance da cidade de Suncheon, que fica na província de Pyongan Sul, a 50 quilômetros da capital Pyongyang.

Os dois mísseis percorreram uma trajetória de 370 quilômetros e atingiram uma altura máxima de 90 quilômetros. A emissora japonesa NHK informou que nenhum deles caiu dentro da zona econômica exclusiva (EEZ) do Japão.

Apesar do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter se mostrado satisfeito com o fato de os recentes testes não incluírem o lançamento de mísseis balísticos intercontinentais ou de artefatos nucleares, as novas investidas da Coreia do Norte representam uma violação das sanções da ONU.

As negociações para a desnuclearização do país estão travadas desde fevereiro, quando Trump e Kim se reuniram em Hanói, no Vietnã. Os dois chegaram a se encontrar depois, na fronteira entre as duas Coreias, mas, desde então, não houve avanços no diálogo.

Depois da reunião entre representantes dos dois governos em Estocolmo, o chefe da equipe de negociação da Coreia do Norte, Kim Myong-gil, disse que a suspensão dos testes só depende dos Estados Unidos.

Por esse motivo, os mísseis lançados hoje parecem ser um recado da Coreia do Norte para lembrar o governo de Trump que é preciso oferecer algo diferente caso queira manter o atual processo de diálogo entre os dois países.

(Com EFE)