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Coreia do Norte: lançamento foi ‘primeiro passo de ação militar’

O ditador Kim Jong-un ameaçou disparar novos mísseis no Oceano Pacífico em breve

Por Da redação - Atualizado em 30 ago 2017, 15h19 - Publicado em 29 ago 2017, 20h51

O ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, confirmou o lançamento de um míssil que sobrevoou o Japão na segunda-feira. Segundo o líder, a ação é “o primeiro passo da operação militar da KPA (forças armadas) no Pacífico”.

A informação foi divulgada em um comunicado divulgado pela agência estatal norte-coreana KCNA. Na nota, Kim também ameaça realizar novos lançamentos de mísseis no Oceano Pacífico em breve.

Kim Jong-un expressou “grande satisfação” com o mais recente teste de míssil e disse que o lançamento “é um prelúdio significativo para conter Guam“. No início do mês, a Coreia do Norte ameaçou lançar mísseis de médio a longo alcance no território, que é administrado pelos Estados Unidos e contém bases militares americanas.

De acordo com a KCNA, o teste desta segunda-feira foi feito com o projétil Hwasong-12, de alcance intermediário. Os exercícios militares conjuntos dos EUA e da Coreia do Sul foram usados como justificativa pela Coreia do Norte para o lançamento.

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Apesar de ter sobrevoado o Japão, “o míssil não representou impacto na segurança dos países vizinhos”, disse o norte-coreano. Fotos de Kim Jong-un acompanhando o teste foram divulgadas pela KCNA.

Nações Unidas

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) está realizando uma reunião de emergência para discutir como responder ao lançamento norte-coreano. O teste vem menos de um mês depois que o Conselho impôs um pacote abrangente de sanções contra Pyongyang.

Antes da reunião, o embaixador do Japão na ONU, Koro Bessho, disse que seu país sente a necessidade de exercer mais pressão sobre a Coreia do Norte, mas irá discutir como fazê-lo. Já a embaixadora dos Estados Unidos, Nikki Haley, comentou que “algo severo deve acontecer”, mas não especificou o que seria.

O embaixador britânico, Matthew Rycroft, sugeriu que os membros precisam se unir para fortalecer as sanções contra o regime de Kim Jong-un. A Coreia do Norte não é um membro do Conselho de Segurança.

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