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Coreia do Norte constrói base militar secreta perto da China: ‘Ameaça nuclear’

A 27 km da fronteira chinesa, local pode representar risco ao leste asiático e aos EUA, segundo relatório do think tank americano CSIS

Por Amanda Péchy Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 21 ago 2025, 08h26 • Atualizado em 21 ago 2025, 15h09
  • Um novo relatório do think tank Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), com sede em Washington, revelou na quarta-feira 20 que a Coreia do Norte construiu uma base militar secreta perto de sua fronteira com a China. O local, que pode abrigar os mais novos mísseis balísticos de longo alcance de Pyongyang, são um risco ao leste da Ásia e aos Estados Unidos, segundo o centro de pesquisas.

    A base operacional de mísseis “não declarada” de Sinpung-dong fica a cerca de 27 km da fronteira chinesa. A instalação na província norte-coreana de Pyongan abriga, de acordo com a pesquisa, de seis a nove mísseis balísticos intercontinentais (ICBMs) com capacidade nuclear, bem como seus lançadores. Essas armas “representam uma ameaça nuclear potencial ao leste asiático e aos Estados Unidos continentais”.

    Desde uma cúpula fracassada com o presidente americano, Donald Trump, em 2019 (ainda em seu primeiro mandato), a Coreia do Norte intensificou seu programa de armas nucleares. Nesta semana, o líder norte-coreano, Kim Jong-un, pediu a “rápida expansão” da capacidade nuclear da nação diante do que chama de “provocações” dos americanos e seus aliados na região, incluindo a Coreia do Sul e o Japão.

    Crescente capacidade de ataque

    O CSIS afirmou que seu relatório foi a primeira confirmação aprofundada e de código aberto da existência de Sinpung-dong. Mas o think tank sublinhou que essa é apenas uma das cerca de “quinze a vinte bases de mísseis balísticos, ou instalações de manutenção, apoio, e armazenamento de mísseis e ogivas, que a Coreia do Norte nunca declarou”.

    De acordo com os analistas do CSIS, os lançadores e mísseis em Sinpung-dong podem ser transportados da base em tempos de crise ou guerra, além de conectar-se a unidades especiais e realizar lançamentos mais difíceis de detectar de outras partes do país. A base, juntamente com outras, “representa os principais componentes do que se presume ser a estratégia de mísseis balísticos em evolução da Coreia do Norte e sua crescente capacidade de dissuasão nuclear e ataque em nível estratégico”, afirma o relatório.

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    Negociações sem horizonte

    Em 2019, a cúpula entre Kim e Trump em Hanói, no Vietnã, terminou em impasse. Os dois lados discordaram sobre as concessões de Pyongyang em troca do alívio de sanções econômicas. Desde então, a Coreia do Norte tem afirmado repetidamente que jamais abandonará suas armas nucleares, cujo desenvolvimento declarou “irreversível”.

    E, após a invasão da Ucrânia pela Rússia, Pyongyang se aproximou de Moscou. Agências de inteligência sul-coreanas e ocidentais afirmaram que o governo norte-coreano enviou mais de 10 mil soldados para a Rússia em 2024 – principalmente para a região russa de Kursk, temporariamente invadida pelas forças ucranianas –, juntamente com projéteis de artilharia, mísseis e sistemas de foguetes de longo alcance.

    Washington afirmou haver evidências de que Moscou está intensificando o apoio a Pyongyang, incluindo auxílio em tecnologia avançada espacial e de satélites, em troca de sua assistência no combate à Ucrânia. Analistas afirmam que os lançadores de satélites e os ICBMs norte-coreanos compartilham grande parte da mesma tecnologia subjacente, indicando que seu desenvolvimento de mísseis balísticos intercontinentais está conectado aos laços com o Kremlin.

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