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Conselho de Segurança da ONU se reúne para discutir questão do Irã

Sessão de emergência acontece a pedido dos EUA enquanto protestos internos e temores de intervenção internacional aumentam

Por Júlia Sofia Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 15 jan 2026, 15h12 •
  • O Conselho de Segurança das Nações Unidas convocou uma reunião de emergência para esta quinta-feira, 15, para debater a situação no Irã, a pedido dos Estados Unidos, em um momento de crescente tensão regional e temor de escalada militar.

    O encontro ocorre enquanto Washington iniciou a retirada de parte de seu pessoal de bases militares no Oriente Médio, após declarações de autoridades iranianas indicando que esses locais em países vizinhos poderiam ser atacados no caso de uma ação militar dos Estados Unidos contra o Irã. Segundo a agência Reuters, Teerã já alertou governos da região que bases militares americanas instaladas em seus territórios poderiam ser alvo de retaliação.

    No centro da discussão no Conselho de Segurança está a crise política e humanitária no Irã, marcada pela repressão violenta às manifestações que varreram o país nas últimas semanas, além das preocupações crescentes com a possibilidade de uma intervenção militar americana. O presidente Donald Trump afirmou repetidamente que a medida seria necessária caso o governo iraniano continue a empregar força letal contra civis.

    Um oficial militar europeu disse à Reuters que “todos os sinais apontam para a possibilidade de um ataque iminente dos Estados Unidos”, embora tenha ressaltado que Washington também pode estar adotando uma estratégia de pressão psicológica. “A imprevisibilidade faz parte da estratégia”, afirmou.

    Apesar disso, Trump adotou um tom mais cauteloso ao falar com jornalistas na Casa Branca na quarta-feira. O presidente americano afirmou ter adotado uma postura de “esperar para ver” e disse ter recebido informações de que a morte de manifestantes pelo governo iraniano estaria diminuindo, além de execuções programadas terem sido adiadas.

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    O ocupante do Salão Oval, no entanto, não descartou a possibilidade de ação militar, afirmando que a situação está sendo monitorada “muito de perto” e que seu governo recebeu o que classificou como “uma declaração muito boa” do Irã.

    O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, negou que o país tenha planos de executar manifestantes, em meio às pressões internacionais e ao agravamento da crise interna. Embora tenha afirmado que a nação persa tem abertura para negociações “justas” com os Estados Unidos, também “está pronta para a guerra”.

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