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Conselho de Segurança da ONU faz reunião de emergência sobre Venezuela nesta segunda

Pouco depois do encontro, que deve ser cercado de controvérsia, Nicolás Maduro comparecerá à sua primeira audiência em NY, acusado de narcoterrorismo

Por Amanda Péchy Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 5 jan 2026, 08h37 • Atualizado em 5 jan 2026, 12h15
  • O Conselho de Segurança das Nações Unidas realizará uma reunião de emergência na manhã desta segunda-feira, 5, após a captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro pelos Estados Unidos em uma operação militar no país, dois dias antes.

    A reunião acontecerá às 10h em Nova York (12h em Brasília), informou o porta-voz do secretário-geral da ONU, António Guterres, acrescentando que a lista oficial de oradores também será divulgada nesta segunda.

    O presidente colombiano, Gustavo Petro, foi o primeiro a convocar a sessão de emergência da ONU após os ataques dos EUA à Venezuela. Mais cedo, a ONU divulgou um comunicado afirmando que Guterres estava “profundamente alarmado com a recente escalada na Venezuela” e que a ação dos EUA cria “um precedente perigoso”.

    A Venezuela também enviou uma carta no sábado 3, dia da operação americana, solicitando uma reunião de emergência do conselho, e a China e a Rússia apoiaram o pedido. O texto venezuelano acusou os EUA de realizarem uma série de “ataques armados brutais, injustificados e unilaterais” contra alvos civis e militares no país. Acrescentou que tais ações violam o Artigo 2(4) da Carta da ONU, que proíbe a ameaça ou o uso da força contra a integridade territorial ou a independência política de qualquer Estado, e afirmou que reserva o direito à autodefesa a fim de “proteger sua população, sua soberania e sua integridade territorial”. A Venezuela ainda apelou ao conselho para que condene a agressão contra o país e responsabilize Washington por tais atos.

    Espera-se que a subsecretária-geral da ONU para Assuntos Políticos e de Consolidação da Paz, Rosemary DiCarlo, faça um pronunciamento. Dois representantes da sociedade civil — um solicitado pelos EUA e outro pela China e Rússia — também deverão apresentar informações ao conselho. A Venezuela e vários países da região — incluindo Argentina, Brasil, Cuba e México — deverão participar da reunião. Os parceiros de Washington já expressaram preocupação em relação à incursão, mas mantêm mais cautela sobre seu posicionamento.

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    Por ora, não está claro se algum membro do Conselho de Segurança vai propor um documento em resposta à operação dos EUA na Venezuela. O caso apresenta alguns paralelos com a incursão americana no Panamá em 1989, quando o general Manuel Noriega, que governava o país na época, foi deposto. Depois disso, sete membros do conselho apresentaram um projeto de resolução condenando a invasão americana do Panamá, que foi vetado pela França, pelo Reino Unido e pelos EUA. Essa foi a última vez em que a França e o Reino Unido exerceram seu poder de veto.

    Membro permanente do conselho, Washington tem poder de vetar qualquer texto que condene a ação.

    Pouco depois da reunião, às 14h, o ditador venezuelano deve comparecer a sua primeira audiência, perante um juiz de Nova York. Tanto Maduro quanto sua esposa serão apresentados ao magistrado Alvin K. Hellerstein sob diversas acusações, como narcotráfico, posse ilegal de armas e narcoterrorismo.

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