OFERTA 10.10! Revista impressa com o MENOR PREÇO DO ANO! 🤑 Assine agora!

Congresso espanhol derruba decretos de moradia e aumenta pressão sobre premiê

Pedro Sánchez estuda convocar eleições antecipadas após revés no legislativo, que reacendeu protestos por toda a Espanha em meio a crise habitacional

Por Sophia Paiva 2 out 2026, 14h06
Congresso espanhol derruba decretos de moradia e aumenta pressão sobre premiê Priorize VEJA no Google

O Congresso espanhol rejeitou, nesta sexta-feira, 2, os dois decretos sobre moradia propostos pelo governo do primeiro-ministro Pedro Sánchez, impondo uma dura derrota ao Executivo em meio a protestos intensos pela crise habitacional no país.

A falta de moradia acessível é um dos principais problemas sociais da Espanha. Mais recentemente, manifestações ganharam força após uma madrilenha de 87 anos ter sido despejada na semana passada da casa onde morava há 70 anos. A mulher foi obrigada a deixar o imóvel depois que a empresa proprietária aumentou o aluguel mensal em 275%, para 2.650 euros (cerca de R$ 15,7 mil), segundo o Sindicato de Inquilinos de Madri.

A imagem dela sendo retirada do apartamento em uma maca causou indignação na Espanha, a menos de um ano das eleições gerais de 2027. Um acordo foi firmado com a imobiliária que comprou o apartamento de Maricarmen Abascal, permitindo que ela retornasse para casa, não arrefeceu o movimento.

Decretos derrubados

Em resposta, o governo Sánchez apresentou, na terça-feira 29, dois decretos para enfrentar a crise habitacional. Eles incluíam medidas como:

  • Suspensão de despejos de inquilinos vulneráveis até 2030, com foco especial em imóveis nas mãos de grandes fundos de investimento;
  • Prorrogação e renovação automática dos contratos de aluguel para proteger os locatários contra altas abusivas;
  • Proibição ou restrição para que fundos de investimento especulativos (os chamados “fundos abutres”, que compram imóveis a preços baixos para maximizar sua rentabilidade) adquiram novos imóveis residenciais;
  • Regulação mais rigorosa sobre os aluguéis de temporada e de curta duração, como as oferecidas no Airbnb.
Continua após a publicidade

Nesta sexta, porém, o primeiro decreto foi derrubado pelos deputados por 178 votos a 172. O segundo, minutos depois, recebeu 184 votos contra e 166 a favor. No parlamento fragmentado, onde o governo não tem maioria, tampouco surtiu efeito a intervenção de última hora de Sánchez, que pediu aos deputados que fossem “corajosos”.

“Peço que estejam à altura do que os cidadãos estão nos pedindo”, declarou o primeiro ministro.

Continua após a publicidade

As chances de aprovação já haviam diminuído após os separatistas catalães do Junts anunciarem, na noite de quinta-feira, que votariam contra, somando-se à direita e à extrema direita. Seu apoio, ou uma abstenção, era necessário para aprovar as medidas.

Desde o último sábado, centenas de manifestantes e ativistas ocupam a Puerta del Sol, um popular ponto turístico no coração de Madri, além de cidades como Málaga, Sevilha e Barcelona para denunciar a crise habitacional e exigir maior proteção aos inquilinos. “Vergonha, vergonha!”, gritaram milhares de pessoas reunidas ao redor do Congresso ao conhecer o resultado, entre apelos à “greve geral”.

Continua após a publicidade

Eleições antecipadas?

Após a rejeição dos decretos, a oposição intensificou os pedidos para que Sánchez antecipe as eleições legislativas, previstas para 2027.

“Quanto antes forem as eleições, melhor, mas que sejam transparentes, livres e sem trapaças”, declarou o líder do partido de extrema direita Vox, Santiago Abascal.

Integrantes do governo não confirmaram nem negaram a possibilidade. “Conversei com ele e minha discrição será absoluta sobre esta questão”, disse a vice-presidente do governo, Yolanda Díaz, à rádio Cadena Ser.

Continua após a publicidade

Segundo o Banco da Espanha, o país, com cerca de 50 milhões de habitantes, tem um déficit de aproximadamente 700 mil moradias.

Em dez anos, o preço médio do metro quadrado para aluguel na Espanha dobrou e chegou a 15,1 euros (R$ 89,47) em agosto, segundo o portal imobiliário Idealista. Para compra, o custo agora é de 2.355 euros (R$ 13.954) por metro quadrado, alta de mais de 50% no mesmo período.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Domine o fato. Confie na fonte.

15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

OFERTA 10.10

Digital Premium

A notícia em tempo real na palma da sua mão!
Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver, + programa de benefícios Prata.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 10,10/mês
ECONOMIZE R$ 325 - 45% OFF

Revista em Casa + Digital Premium

Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Premium (cada revista sai por menos de R$ 10,00)
De: R$ 59,99/mês
A partir de R$ 32,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).