Oferta Relâmpago: VEJA por apenas 9,90

Com veto da Hungria, União Europeia não consegue aprovar novas sanções contra a Rússia

Impasse ocorre às vésperas da marca de quatro anos da invasão à Ucrânia e expõe divisões no bloco europeu

Por Júlia Sofia Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 23 fev 2026, 16h29 • Atualizado em 24 fev 2026, 10h29
  • A União Europeia não conseguiu aprovar, nesta segunda-feira, 23, um novo pacote de sanções contra a Rússia, após veto da Hungria. O impasse ocorre às vésperas da marca de quatro anos da invasão russa em larga escala à Ucrânia, iniciada em 24 de fevereiro de 2022, e expõe divisões internas no bloco europeu.

    A chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, confirmou que os ministros das Relações Exteriores não chegaram a consenso sobre o 20º pacote de sanções, que pretendia atingir a chamada “frota paralela” russa — utilizada para driblar restrições comerciais — e ampliar as limitações às receitas energéticas de Moscou. “É um revés e uma mensagem que não queríamos transmitir hoje”, declarou.

    Além de bloquear as novas punições, Budapeste também trava a liberação de um empréstimo de 106 bilhões de dólares destinado a sustentar as necessidades militares e econômicas de Kiev pelos próximos dois anos. A ajuda já havia sido aprovada pelos líderes europeus.

    O governo do primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, condiciona seu apoio à retomada do fornecimento de petróleo ao país. Os envios para Hungria e Eslováquia estão interrompidos desde 27 de janeiro, após danos no oleoduto Druzhba, infraestrutura que atravessa o território ucraniano e abastece a Europa Central. Autoridades em Kiev atribuem o problema a ataques russos, enquanto Orbán acusa a Ucrânia de reter deliberadamente os carregamentos.

    Em Bruxelas, o chanceler húngaro, Péter Szijjártó, afirmou que “ninguém tem o direito de colocar em risco a segurança energética” de seu país. A Eslováquia, que também dependente do petróleo russo, tem adotado discurso semelhante nas negociações.

    Continua após a publicidade

    Desde o início da guerra, a União Europeia já destinou cerca de 229 bilhões de dólares em ajuda financeira à Ucrânia e aprovou sucessivas rodadas de sanções contra o governo de Vladimir Putin. Para a maioria dos líderes do bloco, elevar o custo econômico do conflito é a forma mais eficaz de pressionar Moscou a negociar.

    Apesar do revés diplomático, líderes europeus devem viajar a Kiev nesta terça-feira em gesto simbólico de apoio.

    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    Domine o fato. Confie na fonte.

    15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

    OFERTA LIBERE O CONTEÚDO

    Digital Completo

    A notícia em tempo real na palma da sua mão!
    Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
    MELHOR OFERTA

    Revista em Casa + Digital Completo

    Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 7,50)
    De: R$ 55,90/mês
    A partir de R$ 29,90/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).