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Com petróleo acima de US$ 100, G7 chama reunião de emergência para conter preço

Grupo dos sete países mais ricos do mundo deve discutir liberação de reservas emergenciais em meio aos impactos da guerra no Oriente Médio

Por Amanda Péchy Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 9 mar 2026, 09h08 • Atualizado em 9 mar 2026, 11h16
  • O G7 convocou uma reunião nesta segunda-feira, 9, para que os ministros das Finanças do grupo dos sete países mais ricos do mundo discutam medidas para baixar o preço do petróleo, depois do barril ultrapassar US$ 100 pela primeira vez desde 2022 devido ao conflito no Oriente Médio. De acordo com o jornal britânico Financial Times, o principal tema à mesa é a liberação das reservas emergenciais globais, controladas pela Agência Internacional de Energia (AIE).

    A reportagem do FT indicou que os ministros discutirão a pauta em uma teleconferência coordenada pela AIE às 10h30 de Brasília. Segundo fontes consultadas pela publicação, três países do G7, incluindo os Estados Unidos, já expressaram apoio à liberação das reservas, mantidas por 32 membros da AIE como parte de um sistema coletivo de emergência concebido para crises nos preços do petróleo.

    Autoridades americanas defendem uma liberação na faixa de 300 a 400 milhões de barris, o que representaria, diz o FT, de 25% a 35% dos 1,2 bilhão de barris em reserva. O sistema foi criado como parte da fundação da AIE em 1974, agência ligada à OCDE, após o primeiro choque do petróleo causado pelo embargo árabe, que provocou uma crise de combustíveis no Ocidente. Desde então, houve cinco liberações coletivas das reservas, sendo as duas últimas em resposta à invasão da Ucrânia pela Rússia.

    Os grupos de coordenação do fornecimento de petróleo e gás da União Europeia também farão uma reunião na quinta-feira 12 para monitorar o impacto do conflito no fornecimento de petróleo. Os países do bloco são obrigados a manter estoques equivalentes a 90 dias de consumo.

    Alta contínua

    Os preços do petróleo subiram nesta manhã, levando a quedas nas bolsas de valores na Ásia, no Reino Unido e na Europa continental. As preocupações de investidores com uma crise de abastecimento devido à guerra iniciada por ataques americanos e israelenses ao Irã há 10 dias, que afetou refinarias por toda a região e estrangulou exportações por vias marítimas, elevaram o preço do petróleo Brent ao seu nível mais alto em quatro anos.

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    Pelo menos cinco instalações de produção de energia em Teerã e arredores foram atingidas por ataques. A companhia petrolífera nacional do Kuwait também anunciou um corte preventivo na produção em resposta aos ataques retaliatórios iranianos. E o Estreito de Ormuz, por onde passam 20% do petróleo e gás comercializado no mundo, está efetivamente fechado há uma semana.

    O petróleo Brent, referência internacional, subiu a um pico de 29%, atingindo US$ 119,50 o barril no início do pregão desta segunda-feira. Após a divulgação da reunião do G7, o preço recuou ligeiramente, fechando a US$ 106,73, uma alta de 15%.

    Embora o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tenha prometido reduzir a inflação e os custos de energia durante a campanha eleitoral de 2024, ele afirmou no domingo que a alta nos preços do petróleo era “um preço muito pequeno a se pagar pela segurança e paz mundial”. Para ele, esta seria uma consequência “de curto prazo” da guerra contra o Irã.

    Enquanto isso, o regime iraniano alertou que a continuação dos ataques dos Estados Unidos e Israel poderiam elevar ainda mais os preços. Um porta-voz da Guarda Revolucionária Islâmica, o exército ideológico do país, declarou: “Se vocês toleram o petróleo a mais de US$ 200 o barril, continuem com esse jogo”.

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