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Colômbia reage a ameaças de Trump e diz que forças armadas defenderão soberania do país

Chanceler afirma que Forças Armadas reagirão a qualquer agressão externa após declarações

Por Ernesto Neves 6 jan 2026, 14h47 • Atualizado em 6 jan 2026, 18h53
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    O governo da Colômbia elevou o tom nesta terça-feira, 6, diante de declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que sugeriu a possibilidade de uma ação militar contra o país nos moldes da operação realizada no fim de semana na Venezuela, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro.

    Em resposta, a chanceler colombiana, Rosa Villavicencio, afirmou que as Forças Armadas estão obrigadas a defender o território nacional em caso de qualquer agressão externa.

    “A Colômbia é um Estado soberano. Se houver qualquer ataque ao nosso território, nossas Forças Militares têm o dever constitucional de reagir”, declarou Villavicencio em entrevista coletiva, ao citar o princípio da legítima defesa previsto no direito internacional.

    As declarações ocorrem em meio ao aumento da tensão na fronteira colombo-venezuelana, especialmente na região de Cúcuta, que voltou a registrar deslocamentos de civis, presença reforçada de tropas e circulação de veículos militares desde o ataque americano à Venezuela.

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    Imagens divulgadas por agências internacionais mostram soldados colombianos em alerta próximo à linha de fronteira.

    No domingo, Trump afirmou que a operação contra Maduro deveria servir de “aviso” a governos da região que, segundo ele, ameaçam os interesses estratégicos dos Estados Unidos. Embora não tenha detalhado alvos específicos, o presidente citou a Colômbia em discurso a aliados republicanos, gerando reação imediata em Bogotá.

    Tradicional aliada de Washington na América do Sul, a Colômbia abriga bases militares americanas e mantém cooperação histórica em áreas como combate ao narcotráfico e inteligência. Nos últimos anos, porém, as relações bilaterais se tornaram mais complexas, sobretudo após mudanças no cenário político regional e divergências sobre a condução da política de segurança hemisférica.

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    Analistas ouvidos pela imprensa local avaliam que as declarações de Trump representam uma ruptura simbólica com a lógica de parceria estratégica mantida desde os anos 2000.

    Para especialistas em relações internacionais, a ameaça pública de ação militar contra um aliado regional cria um precedente diplomático delicado e aumenta o risco de instabilidade em uma área já marcada por crises humanitárias e fluxos migratórios intensos.

    O Ministério da Defesa colombiano evitou comentar cenários operacionais, mas fontes militares afirmaram que não há indícios concretos de movimentação americana contra o país.

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    Ainda assim, o governo reforçou que acompanha com atenção os desdobramentos da ofensiva dos EUA na Venezuela e seus impactos na segurança regional.

    Desde a captura de Maduro, governos latino-americanos têm adotado posições cautelosas.

    México e Chile condenaram o uso da força sem aval internacional, enquanto o Brasil defendeu uma solução diplomática e alertou para o risco de escalada militar no continente.

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    Em Bogotá, a estratégia oficial é reafirmar a soberania nacional sem romper canais de diálogo com Washington.

    “A Colômbia continuará defendendo a paz, o direito internacional e a autodeterminação dos povos”, afirmou Villavicencio, em uma tentativa de conter a crise e evitar que a retórica se transforme em confronto aberto.

     

     

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