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Cinco conclusões definitivas e preocupantes trazidas pelo IPCC

Relatório alerta para as mudanças climáticas que já estão em curso

Por Da Redação Atualizado em 9 ago 2021, 18h17 - Publicado em 9 ago 2021, 18h10

O relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), da ONU, foi publicado nesta segunda-feira, 9, e indicou que o aquecimento global está avançando mais rapidamente do que o esperado. O estudo ainda aponta que a atividade humana está alterando o clima do planeta de maneiras “sem precedentes” e que algumas das mudanças já se tornaram “irreversíveis”. 

Apesar de ser feito em cima de projeções, o novo relatório é considerado importante para os próximos passos que serão dados pela humanidade, uma vez que apresentam situações e cenários que já estão em curso.

A mudança climática é intensa e causada pelo ser humano

De acordo com o painel, aquecimento global não é um problema para o futuro. Ele já está em marcha, impactando diretamente a vida de milhões de pessoas ao redor do mundo. 

Segundo o IPCC, os picos de temperatura passarão a ser mais frequentes conforme o planeta fica mais quente. Não existem mais dúvidas de que a humanidade é a responsável pelo avanço do aquecimento global. Para os cientistas, a questão não é mais se a temperatura poderá ou não subir, mas sim quanto.

Embora a situação seja muito séria, não haverá diferença da noite para o dia. De acordo com Amanda Maycock, uma das autoras do documento, ainda que a humanidade siga pelo caminho de zerar as emissões, os efeitos serão sentidos apenas no final do século.

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O nível do mar continuará subindo

O relatório apontou que, se o cenário atual se mantiver, o nível do mar pode ultrapassar subir cerca de 2 metros até 2100, chegando a 5 metros em 2150. Embora esses números sejam tratados como improváveis, eles não podem ser descartados. 

Ainda que a humanidade consiga reduzir suas emissões, o mar irá subir de qualquer maneira nos próximos anos. Mesmo que os efeitos sejam brandos, as consequências serão significativas.

O limite é 1,5 graus Celsius

Quando o último IPCC sobre as mudanças do clima foi publicado, em 2013, a ideia de 1,5ºC sendo o limite global seguro para o aquecimento foi pouco considerada. Um novo relatório especial em 2018, no entanto, mostrou as vantagens de se manter essa meta. 

Para alcançá-la, o lançamento de carbono na atmosfera deveria ser cortado pela metade até 2030 e as emissões líquidas cortadas até 2050. Caso contrário, o limite seria alcançado entre 2030 e 2052. O novo IPCC reafirma essa conclusão, atestando que a temperatura pode subir acima de 1,5 graus Celsius em cerca de uma década.

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Cientistas já têm um vislumbre do que pode ser feito para mudar

Através de simulações climáticas para estimar quanto a Terra irá esfriar ou aquecer, cientistas conseguiram traçar com mais precisão a temperatura que o planeta pode alcançar caso os índices de dióxido de carbono sejam dobrados. Desse modo, é possível alcançar previsões mais precisas.

Além disso, foi possível detectar o papel do metano no aquecimento global. De acordo com o IPCC, 0,3ºC do 1,1ºC que a Terra já esquentou vem do gás. Portanto, reduzir as suas emissões oriundas de indústrias de gás e óleo, por exemplo, pode significar uma vitória a curto prazo. 

IPCC pode abrir novos caminhos

O relatório foi divulgado apenas alguns meses antes da COP26, conferência da ONU sobre mudanças climáticas, e pode influenciar diretamente nas reuniões, a exemplo dos documentos de 2013 e 2014 que pavimentaram o caminho para o Acordo de Paris, em 2015. 

Caso a conferência termine de maneira insatisfatória, os tribunais nacionais podem ser cada vez mais acionados. Nos últimos anos, ativistas ambientais na Irlanda e na Holanda procuraram os fóruns para exigir uma ação por parte dos governantes locais. 

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A Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2021 ocorrerá na cidade de Glasgow, na Escócia, entre os dias 31 de outubro e 12 de novembro.

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