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Cinco anos após o ataque ao Capitólio, apoiadores de Trump voltam às ruas

Ato em Washington reúne aliados do presidente dos Estados Unidos e provoca reações duras de democratas

Por Júlia Sofia Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 6 jan 2026, 18h09 • Atualizado em 6 jan 2026, 18h10
  • Cinco anos depois da invasão do Capitólio, apoiadores de Donald Trump voltaram a se reunir nas ruas de Washington nesta segunda-feira, 6, em um ato que reacendeu as disputas em torno da memória e do episódio que abalou a democracia moderna norte-americana.

    Dezenas de manifestantes participaram de uma marcha em homenagem a Ashli Babbitt, militante pró-Trump morta por um policial do Capitólio ao tentar invadir o prédio do Congresso em 2021.

    Entre os presentes estava Enrique Tarrio, ex-líder do grupo extremista Proud Boys, condenado por seu papel na organização do ataque.

    Em discursos antes da caminhada, participantes classificaram Babbitt como vítima de abuso policial e acusaram autoridades de distorcer os acontecimentos daquele dia.

    O protesto terminou em confusão após um confronto com um contramanifestante, que acabou detido pela polícia.

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    O ato ocorreu no mesmo dia em que parlamentares democratas voltaram a condenar duramente a tentativa de reescrever a história do 6 de janeiro.

    Em publicações nas redes sociais, líderes do partido afirmaram que o ataque foi uma insurreição contra a ordem democrática e criticaram os perdões concedidos por Trump logo no início de seu segundo mandato.

    “O presidente fez de tudo para apagar o que aconteceu naquele dia, inclusive libertando centenas de pessoas que agrediram policiais”, escreveu a senadora Tammy Baldwin, de Wisconsin. Já o senador Dick Durbin, de Illinois, afirmou que “a verdade histórica vai prevalecer sobre mentiras e distorções”.

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    O deputado Steny Hoyer, de Maryland, classificou Trump como um líder que incentivou diretamente a violência.

    Em nota, afirmou que o então presidente convocou seus apoiadores a “lutar com todas as forças” para impedir a certificação eleitoral e permaneceu inerte enquanto o Congresso era atacado. Para Hoyer, o episódio representou uma ameaça direta à Constituição americana.

    As manifestações também reacenderam críticas ao perdão coletivo concedido por Trump a cerca de 1.500 pessoas investigadas ou condenadas por crimes relacionados à invasão do Capitólio.

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    A senadora Angela Alsobrooks chamou a medida de “vergonhosa” e “antiamericana”, afirmando que ela mina a confiança nas instituições e normaliza a violência política.

    As reações ocorrem em meio à divulgação de trechos de depoimentos do ex-promotor federal Jack Smith ao Congresso.

    Segundo Smith, havia provas suficientes para acusar Trump de liderar uma tentativa criminosa de reverter o resultado das eleições de 2020 e impedir a transição pacífica de poder.

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    O processo, no entanto, foi interrompido após a vitória de Trump nas eleições presidenciais de 2024.

     

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