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China pode ter invadido emails de democratas em 2016, diz Trump

As alegações do presidente americano de que a China teria invadido os emails de seus rivais não têm qualquer evidência

Por Da redação - 30 abr 2017, 16h41

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que a China pode ter invadido os emails de democratas para influenciar as eleições presidenciais norte-americanas de 2016, contrariando a visão de autoridades de inteligência do país que atribuíram a Moscou esse papel.

Na entrevista veiculada neste domingo pela emissora americana CBS, Trump não forneceu qualquer evidência que corrobore suas alegações de que a China teria invadido os emails de seus rivais. O republicano havia acusado o país pela primeira vez às vésperas da eleição americana, no ano passado.

“Se você não pega o invasor no ato, é muito difícil dizer quem foi o autor da invasão”, afirmou em entrevista ao programa “Face the Nation” da CBS. “Poderia ter sido a China, poderiam ser muitos grupos diferentes.”

Os hackers abalaram a campanha presidencial ao tornar públicos emails constrangedores enviados por assessores da candidata democrata, Hillary Clinton.

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Trump vem desconsiderando declarações de autoridades de inteligência de que Moscou teria invadido os emails para ajudar o magnata a vencer as eleições. No debate presidencial com Hillary, ele disse que a China era um dos muitos atores que poderia estar por trás da invasão.

Nas últimas semanas, contudo, o presidente norte-americano minimizou as críticas às políticas comerciais chinesas, enquanto Washington busca o apoio de Pequim para dissipar tensões militares com a Coreia do Norte.

Antes de eleito, Trump havia prometido melhorar as relações com Moscou. A Rússia negou qualquer envolvimento no caso. Parlamentares atualmente investigam se a equipe de campanha de Trump teria ligações com a Rússia.

(com Reuters)

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