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China mobiliza tropas, aviões e navios em treinamento de guerra contra Taiwan

Exército chinês faz 'aviso severo' contra o separatismo e chama presidente da ilha democrática e autogovernada de 'parasita'

Por Amanda Péchy Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 1 abr 2025, 09h16 •
  • A China realizou exercícios militares nas costas norte, sul e leste de Taiwan nesta terça-feira, dia 1º, caracterizando-os como um “aviso severo” contra o separatismo. O gigante asiático também chamou o presidente taiwanês, Lai Ching-te, de “parasita”, ao passo que a ilha respondeu enviando navios de guerra para as águas onde a Marinha chinesa faz o treinamento de guerra. Taipé tem um governo próprio e democrático, mas a China fala que uma “reunificação” é inevitável.

    Os exercícios ocorrem após uma visita do Secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, à Ásia, durante a qual ele criticou Pequi repetidamente.

    Ameaça crescente

    Os militares chineses mobilizaram treze navios, 71 aeronaves e soldados para praticar o bloqueio da ilha, ataques a alvos terrestres e marítimos e interceptação aérea. O objetivo é “testar a coordenação das forças em combate”, disse o Comando do Teatro Oriental de Pequim em um comunicado.

    O exército divulgou uma série de vídeos de propaganda após o anúncio do exercício, retratando navios de guerra e caças chineses cercando Taiwan e uma salva de mísseis lançada contra a capital. Os títulos dos vídeos eram “Aproximando-se”, “Atirar”, “Subjugue demônios e derrote males”, e “Avanço Envolvente”.

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    O Ministério das Relações Exteriores chinês afirmou que os treinos “são ações legítimas e necessárias para defender a soberania nacional e salvaguardar a unidade nacional”.

    “A reunificação da China é uma tendência imparável — vai acontecer e deve acontecer”, disse Guo Jiakun, um porta-voz da pasta, em uma entrevista coletiva nesta terça-feira.

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    “Encrenqueira”

    Em maio passado, três dias após a posse de Lai, as forças chinesas encenaram jogos de guerra para simular a tomada de controle total de áreas a oeste da primeira cadeia de ilhas entre a China continental e Taiwan. Agora, os militares o chamaram de “parasita” em um vídeo em inglês.

    O governo de Taiwan condenou os exercícios. Pequim é “amplamente reconhecida pela comunidade internacional como uma encrenqueira”, disse o gabinete presidencial, reiterando sua capacidade para se defender. Taipé rejeita as reivindicações de Pequim, defendendo que apenas o povo da ilha pode decidir seu futuro.

    O porta-voz do Ministério da Defesa Taiwanês, Sun Li-fang, afirmou que as forças armadas da ilha elevaram seu nível de prontidão para garantir que a China não “transforme os exercícios em combate real” e “lance um ataque repentino contra nós”.

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    Segundo a pasta, o grupo de porta-aviões Shandong da China entrou na área de resposta da ilha na segunda-feira, acrescentando que despachou aeronaves e navios militares e ativou sistemas de mísseis terrestres em resposta.

    O Instituto Americano em Taiwan, que atua como embaixada americana na ilha, disse que os Estados Unidos continuarão a apoiar o território.

    “Mais uma vez, a China mostrou que não é um ator responsável e não tem problemas em colocar a segurança e a prosperidade da região em risco”, disse um porta-voz em comunicado.

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